Boletim da Fiocruz aponta crescimento de 135% nos casos de SRAG no Brasil

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SÃO PAULO — O mais recente Boletim InfoGripe, da Fiocruz, aponta crescimento de 135% nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no país das últimas três semanas de novembro em relação as três últimas semanas. Passou de 5,6 mil casos para 13 mil.

— A velocidade com que com que a Covid-19 se espalha entre a população cresceu, semanalmente, de 4% para 30% — afirmou o pesquisador Marcelo Gomes, responsável pelo InfoGripe, em comunicado.

Com exceção de Roraima e do Rio de Janeiro, todos os estados apresentam curva de aumento de registros no longo prazo (últimas seis semanas). Também há sinal de sinal forte de crescimento de curto prazo (últimas três semanas). A SRAG está geralmente associada às formas mais severas da Covid-19.

No longo prazo, Vinte e cinco, das 27 unidades da federação estão com o indicador da síndrome em nível forte (probabilidade > 95%). São eles: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Destes, no curto prazo, apenas Amazonas e Rondônia apresentam sinal de estabilidade. Todos os demais apresentam sinal de crescimento, sendo este sinal moderado (probabilidade > 75%) no Amapá, Pará e Piauí e forte em todos os demais. No Rio de Janeiro observa-se sinal forte de crescimento na tendência de curto prazo, embora a tendência de longo prazo esteja em situação de estabilidade.

Segundo Gomes, o sinal de crescimento apareceu antes das celebrações de final de ano, reforçando a importância dos alertas quanto aos cuidados necessários à época.

— A manutenção da divulgação dos dados durante este período, certamente teria dado melhores condições para a população tomar decisões adequadas ao momento epidemiológico — ressalta o coordenador do InfoGripe.

Faixa etária

O documento mostra que houve crescimento em todas as faixas etárias a partir de 10 anos, desde o final de novembro e início de dezembro até o presente momento. Os dados laboratoriais apontam que esse aumento foi consequência tanto da epidemia de gripe quanto pela retomada do crescimento de casos de Covid-19.

Na população infantil, os vírus sincicial respiratório (VSR) e influenza A ainda prevalecem, também verifica-se tendência de aumento nos casos positivos para Covid-19. Para Gomes, as festas de final de ano podem ter representado risco significativo de influenza e Covid-19 para a população, especialmente em eventos com muitas pessoas.

— Esse fato torna fundamental a retomada de ações de conscientização da população e minimização de risco para mitigar o impacto ao longo do início do ano de 2022 — alerta o pesquisador.

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