Crise na Evergrande: Bovespa leva tombo com crise em gigante chinesa

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A Evergrande tem uma dívida de 1,6 trilhão e possibilidade de calote assusta investidores. Foto: Getty Images.
A Evergrande tem uma dívida de 1,6 trilhão e possibilidade de calote assusta investidores. Foto: Getty Images.
  • A Evergrande tem uma dívida de 1,6 trilhão e possibilidade de calote assusta investidores

  • A China é um dos maiores compradores de commodities Brasil, como minério de ferro

  • Ibovespa fechou com queda de 2,32% ontem (20)

O mercado brasileiro tem ficado atento às instabilidades que têm atormentado a empresa chinesa Evergrande. O conglomerado de construção civil amarga uma crise e já tem uma dívida acumulada de cerca de US$ 300 bilhões (quase R$ 1,6 trilhão). Sendo a China um dos maiores mercados importadores de commodities brasileiras, o ambiente de fragilidade na construtora vem afetando indicadores da bolsa local — o Ibovespa registrou queda de 2,32% depois do fechamento de ontem (20).

Outros papéis importantes na B3 mostraram queda. As ações da Petrobras (PETR4) perderam 1,40% em seu valor, enquanto os títulos da petroquímica Braskem (BRKM5) tiveram 11,20% de perda. A Vale (VALE3), mineradora que tem a China como uma dos maiores clientes, registrou queda de 3,19%.

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A Evergrande é considerada a segunda maior empresa da China, fazendo parte até mesmo da Global 500, lista da revista Fortune que elenca as companhias com maior receita do mundo. Com uma dívida bilionária, o conglomerado foi afetado pela crise da pandemia do Covid-19.

Já em 2020, o grupo pediu ajuda financeira ao governo local de Guandong, já que não teria caixa para fazer o pagamento dos vencimentos de janeiro deste ano. Após negociação, investidores concordaram em adiar o recebimento de quase US$ 13 bilhões para dar fôlego à companhia.

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