Bolsa brasileira perde força com recuo de commodities

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores brasileira devolvia, na abertura da sessão desta quinta-feira (13), parte dos ganhos acumulados nos dois últimos pregões.

Às 10h53, o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário do país, recuava 0,64%, a 105.005 pontos. Na véspera, a indicador havia subido 1,84%, fechando no azul no acumulado do ano pela primeira vez em 2022.

Principal responsável pelas altas recentes do Ibovespa, o setor de commodities recuava nesta quarta. A Vale caía 1,23%.

A Petrobras cedia 0,08%. As ações da estatal acompanhavam o recuo de 0,15% do petróleo Brent, cujo barril estava cotado a US$ 84,54 (R$ 470,08).

O dólar tinha alta de 0,19%, a R$ 5,5460. A moeda americana perdia força global em relação a outras divisas.

O Banco Central anunciou para este pregão leilão de até 17 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de março de 2022.

O cenário global para os mercados de ações era de estabilidade depois que dados de inflação dos Estados Unidos vieram em linha com as expectativas. Isso reduziu as apostas de que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) precisará aumentar os juros mais vezes do que o esperado neste ano.

A visão predominante, no momento, é de que o Fed promoverá três aumentos de juros de 0,25 ponto percentual cada neste ano.

Juros mais altos nos Estados Unidos elevam a rentabilidade dos títulos soberanos do país, tendendo a deixar ativos de mercados emergentes, de maior risco, menos atraentes.

Na cena local, em meio à pressão de funcionários públicos de várias categorias por reajustes salariais, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem no fim do dia reunião com o presidente do Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal).

Investidores temem que a mobilização dos servidores culmine em mais custos para o governo neste ano, depois de a credibilidade fiscal do país já ter sido abalada no final de 2021 com a promulgação da PEC dos Precatórios, que alterou a regra do teto de gastos para comportar mais despesas com benefícios sociais.

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