Bolsa cai e dólar sobe, com anúncios de bancos centrais e preocupações com Ômicron

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RIO — A Bolsa cai enquanto o dólar sobe no início desta sexta-feira. Em meio a um pregão negativo no exterior, os investidores repercutem as várias decisões de bancos centrais na semana, que, em diferentes níveis, caminharam em direção à retirada de estímulos econômicos e à alta de juros.

Por volta de 11h15, o Ibovespa cedia 0,90%, aos 107.354 pontos. No mesmo horário, o dólar tinha alta de 0,42%, negociado a R$ 5,7025.

Ainda segue no radar dos mercados, a rápida disseminação da variante Ômicron do coronavírus, principalmente, na Europa e seus possíveis impactos na retomada da economia.

Recado dos BCs

A semana que se encerra hoje sinaliza que os estímulos, que tanto ajudaram a arrefecer as perdas econômicas durante a pandemia e encheram de liquidez os mercados acionários, parecem estar com os dias contados.

Nesta sexta-feira, foi a vez do Banco Central Japonês (Boj) se juntar ao grupo das autoridades monetárias que anunciaram a redução da compra de ativos, ainda que os juros tenham se mantido inalterados.

Antes, dele os bancos centrais dos Estados Unidos, Inglaterra e o europeu já tinha dado sinalizações nesse sentido, mas em velocidades diferentes. Isso, sem falar em outras praças menores.

"A tendência geral de aperto da política monetária parece ser clara, embora os diferentes caminhos percorridos pelos bancos centrais sublinhem as profundas incertezas sobre como a variante Ômicron, de rápida disseminação, afetará as economias", destacaram analistas da XP, em nota matinal.

Petrobras e Vale caem

Entre as ações, as ordinárias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) cediam 1,08% e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto), 1,11%.

As ordinárias da Vale (VALE3) cediam 1,23% e as da Siderúrgica Nacional (CSNA3), 2,01%.

As preferenciais da Usiminas (USIM5) caíam 1,78%.

No setor financeiro, as preferenciais do Itaú (ITUB4) e do Bradesco (BBDC4) tinham quedas de 0,91% e 1,03%, respectivamente.

BRF sobe, após follow-on

Nas maiores altas, destaque para as ordinárias da BRF (BRFS3), que subiam 5,25%. A alta ocorre após a companhia anunciar, em fato relevante ao mercado, que propôs aos seus acionistas um follow-on de até 325 milhões de ações.

A proposta ainda precisa ser aprovada em uma assembleia convocada para 17 de janeiro.

Os papéis dos outros frigoríficos também avançavam. As ordinárias da Minerva (BEEF3), Marfrig (MRFG3) e JBS (JBSS3) tinham altas de 2,02%, 4,49%, 0,66% respectivamente.

Bolsas no exterior

Na Europa, as bolsas operavam com sinais contrários. Por volta de 11h20, no horário de Brasília, a Bolsa de Frankfurt cedia 0,85% e a de Paris, 1,23%. A Bolsa de Londres tinha alta de 0,07%.

As bolsas asiáticas fecharam com quedas. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, cedeu 1,79%. Em Hong Kong, houve baixa de 1,21% e, na China, de 1,16%.

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