Bolsa cai quase 1% com tensão entre EUA e Irã; dólar sobe a R$ 4,06

Gabriel Martins

RIO — O mercado segue atento a todos os desdobramentos sobre a tensão entre Estados Unidos e Irã após a morte do general iraniano Qassem Soleimani. Diante deste cenário, o Ibovespa (principal índice da Bolsa de São Paulo) opera com recuo de 0,96%, aos 116.574 pontos. No câmbio, o dólar comercial é negociado com alta de 0,07%, valendo R$ 4,059.

Na leitura dos analistas, a tensão causada pelo ataque contra Soleimani pode ser traduzida em volatilidade no mercado brasileiro, mesmo o país não estando diretamente ligado ao conflito.

— O Brasil não está ligado ao ataque, mas é um país emergente e exportador de commodities. Um ambiente internacional conturbado atrapalha muitas empresas listadas na Bolsa — avalia Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos.

A commodity que mais tende a ser afetada pela tensão entre Washington e Teerã é o petróleo. O risco é que, com uma possível escalada no conflito, a região do Golfo Pérsico, em especial o Estreito de Ormuz, pode ser palco de conflitos. Por essa região circula grande volume de petróleo.

— O Irã prometeu vingança e o parlamento do Iraque aprovou uma resolução para expulsar tropas americanas do país. O clima na região segue tenso, e o Golfo Pérsico pode ser afetado negativamente por esses desdobramentos geopolíticos — destaca Beyruti.