Bolsa está barata porque já precificou riscos à frente, diz gestor do Bradesco

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP: Fachada do banco Bradesco, em São Paulo. (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP: Fachada do banco Bradesco, em São Paulo. (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Embora a Bolsa de Valores brasileira ainda deva seguir sob intensa volatilidade no curto prazo em meio às discussões sobre o cenário político e econômico do país para 2022, nos níveis atuais o mercado acionário já oferece boas oportunidades aos investidores.

A avaliação é de Philipe Biolchini, diretor de investimentos da Bram (Bradesco Asset Management). Para ele, os preços das ações brasileiras já incorporam boa parte dos riscos previstos à frente e, por conta disso, estão em patamares "claramente" muito atrativos.

"A alocação em renda variável tem que estar no radar dos investidores, a despeito de toda volatilidade que a gente viu", afirmou o especialista, durante evento da gestora de recursos do banco nesta quarta-feira (24). "O Brasil parece barato, tem muita notícia negativa embutida."

Em relatório publicado nesta semana, o banco americano Morgan Stanley divulgou uma projeção de 120 mil pontos para o Ibovespa no final de 2022.

A estimativa incorpora um potencial de valorização de aproximadamente 16,5%, em comparação à faixa dos 103 mil pontos no qual o índice da Bolsa tem oscilado. No acumulado de 2021, o Ibovespa recua cerca de 13%.

Entre as principais ações negociadas na Bolsa brasileira, os analistas do banco americano citam nomes de commodities como Vale, Petrobras, Gerdau e Minerva, além de Itaú e XP.

Na região da América Latina, o Morgan Stanley aponta Brasil e Chile como os mercados que devem ter uma performance acima da média dos pares em 2022, com uma visão menos favorável para México, Peru e Argentina.

Os especialistas avaliam que riscos que hoje estão no radar dos investidores brasileiros, relativos ao problema fiscal e de racionamento de energia, podem se dissipar ao longo do primeiro trimestre do próximo ano.

E à medida que o ano que vem for avançando, a previsão do Morgan Stanley é a de que uma clareza maior sobre as eleições e o crescimento esperado para 2023 devem começar a ter maior peso nas expectativas do mercado.

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