Bolsa Família, salário mínimo e isenção do IR: veja planos econômicos de Lula

Bolsa Família, salário mínimo e isenção do IR: veja planos econômicos de Lula. REUTERS/Carla Carniel
Bolsa Família, salário mínimo e isenção do IR: veja planos econômicos de Lula. REUTERS/Carla Carniel
  • Lula foi eleito pela terceira vez neste domingo (30);

  • Governante prometeu aumentar o salário mínimo e mexer na faixa de isenção do IR;

  • Petista também quer ampliar o orçamento para o pagamento do sucessor do Bolsa Família.

O ícone da esquerda Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente do Brasil nesta domingo (30) com 50,83% dos votos. O petista vai atingir a marca de três mandatos na presidência da República, desta vez com vice gestão de Geraldo Alckmin (PSB) a partir de 2023.

O presidente mais votado da história vai receber o país com inúmeros desafios na agenda econômica, como programa de transferência de renda, reajuste do salário mínimo, entre outros.

Inicialmente, o governo federal tem como premissa adotar um plano emergencial nos primeiros 100 dias. Entre as ações propostas, o combate à fome é a prioridade.

Uma das promessas realizadas durante a campanha foi o reajuste da tabela do IR, tributar lucros e dividendos e criar uma nova faixa. Com isso, será possível ampliar a faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil. Atualmente, o teto é de R$ 1.903,98.

Outra medida defendida pelo presidente eleito é o aumento real do salário mínimo. “O salário mínimo não aumenta, prejudicando as pessoas que recebem pensão e aposentadoria e que estão há cinco anos sem receber o reajuste”, defendeu Lula durante a campanha eleitoral. O governante disse que vai mudar a forma como o salário é calculado para reajustar os valores acima da inflação.

Para conseguir implementar as mudanças, Lula precisará preciso negociar com Congresso Nacional para aumentar a possibilidade de orçamento a partir de 2023. A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da “reconstrução nacional” e tem como objetivo driblar o teto de gastos para ampliar as despesas, como o Auxílio Brasil de R$ 600, que foi implementado como substituto do Bolsa Família, criado pelo petista.