Bolsa fecha agosto em queda de 2,48% pressionada por política e commodities

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***ARQUIVO***SÃO PAULO: Gráfico dos índices de mercado na Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO: Gráfico dos índices de mercado na Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores brasileira recuou 0,80% nesta terça-feira (31), fechando o dia com 118.781 pontos, sob efeito da variação das commodities e da preocupação do mercado em relação aos riscos político e fiscal.

Analistas também apontam esses fatores como determinantes para que o índice tenha encerrado agosto com uma queda acumulada de 2,48%.

Influenciadas pelo recuo do petróleo nesta terça, –o Brent, referência mundial, caiu 0,57%, a 72,99 dólares (R$ 375,41)–, as ações preferenciais da Petrobras (PTR4) fecharam o pregão com queda de 3,92%, figurando entre os principais resultados negativos da Bolsa nesta terça.

Em conversa com apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a manifestar intenção de interferir no preço dos combustíveis.

"Então agora está saneada a Petrobras, a gente começa agora a trabalhar na questão do preço dos combustíveis", disse o presidente.

A queda do minério de ferro devido à redução da expectativa de demanda na China também pesou na Bolsa brasileira, segundo Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora. “Após dados abaixo do esperado em julho pela indústria e varejo, as primeiras informações de agosto revelaram um quadro de desaceleração", comentou.

O dólar fechou em queda de 0,32%, a R$ 5,1720.

No exterior, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuaram 0,11% ,0,13% e 0,04%, respectivamente.

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