Bolsa fecha em queda e dólar sobe para R$ 5,1170

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***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 24.01.2019: Cédulas de dólar. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 24.01.2019: Cédulas de dólar. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O pregão desta quinta-feira (15) foi marcado por um movimento global de aversão a risco em meio a dúvidas sobre a inflação e o crescimento das principais economias do mundo.

O Ibovespa caiu 0,73%, a 127.467,88 pontos. Tal desempenho vem após três sessões consecutivas de alta, período no qual o Ibovespa acumulou um ganho de mais de 2% e chegou a se aproximar dos 130 mil pontos.

Já o dólar subiu 0,64%, a R$ 5,1170. O dólar turismo está a R$ 5,2700.

Na quarta, a moeda americana teve queda de 1,87%, a R$ 5,0855, sua desvalorização diária mais acentuada desde março de 2020, quando caiu 2,23%.

Nesta quinta, o presidente do Fed (banco central americano), Jerome Powell, enfrentou duras perguntas sobre inflação e regulamentação bancária em audiência no Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos.

Powell fez a mesma promessa de "apoio poderoso" para ajudar na recuperação econômica dos EUA que fez na quarta (14) ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados, uma indicação de que ele não vê necessidade de apressar a retirada do apoio monetário devido ao salto recente na inflação.

Roberto Motta, responsável pela mesa de futuros da Genial Investimentos, diz que os participantes do mercado têm se questionado sobre qual será a trajetória de inflação nos EUA e quando que o mundo vai reduzir as medidas de estímulo extraordinárias adotadas em meio à pandemia.

Tendo essas dúvidas como pano de fundo, os operadores ficam numa espécie de gangorra entre bom e mau humor, e "hoje foi um típico dia de aversão a risco", disse Motta.

Embora Powell classifique as pressões inflacionárias como transitórias, dados recentes apontam para preços cada vez mais altos na maior economia do mundo.

Ao mesmo tempo, dados da China –maior parceira comercial do Brasil– apontam para possível tropeço na recuperação econômica.

Números desta quinta mostraram que a segunda maior economia do mundo cresceu um pouco menos do que o esperado no segundo trimestre, pressionada pelos custos mais altos das matérias-primas e por novos surtos de Covid-19.

"Fica um sentimento de que, talvez, o melhor da recuperação econômica já tenha passado", disse Motta, apontando para a decisão recente da China de cortar a taxa de compulsório para os bancos como evidência de que a retomada pode estar comprometida.

Nos EUA, o S&P 500 caiu 0,33% e o Nasdaq, 0,70%. O Dow Jones teve alta de 0,15%.

No Brasil, o Magazine Luiza foi o destaque positivo do pregão após anunciar aquisição do KaBuM! e oferta de ações de até R$ 4,6 bilhões. A ação da varejista fechou em alta de 3,45%. A empresa também fez previsões sobre números de lojas e centros de distribuição até 2023.

As ações preferenciais (mais negociadas) da Petrobras, por sua vez, caíram 2,13%, acompanhando a queda dos preços do petróleo no exterior, com investidores se preparando para um aumento da oferta após um compromisso firmado entre os principais produtores da Opep.

Vale teve acréscimo de 0,31%, com os preços do minério de ferro negociado em Dalian, na China, engatando a quarta sessão consecutiva de ganhos.

CVC recuou 3,54%, com o setor de viagens como um todo em queda na sessão. Gol e Azul perderam 2,04% e 1,65%, respectivamente.

Em sua estreia na Bolsa, a CBA saltou 6,16%.

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