Bolsa inicia semana em queda com preocupações sobre variante ômicron

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 08.08.2011 - Painel de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de SP. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 08.08.2011 - Painel de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de SP. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os temores renovados dos investidores em relação aos impactos da nova variante ômicron da Covid-19, em meio a medidas em diversos países para tentar frear a disseminação da doença, dão o tom nas bolsas globais nesta segunda-feira (20).

Na Bolsa de Valores brasileira, a B3, o índice de ações Ibovespa operava com queda de aproximadamente 1,9%, por volta das 10h55, aos 105.199 pontos.

Já o dólar registrava ganhos da ordem de 0,28% frente ao real, negociado a R$ 5,70 para venda.

O movimento de maior aversão ao risco está alinhado ao observado nos mercados internacionais --na Europa, o índice amplo Euro Stoxx 50 recuava 1,3%, enquanto na Ásia, a Bolsa de Hong Kong teve perdas de 1,9% na sessão.

Nos últimos dias, o combate à pandemia trouxe de volta medidas de restrição impostas pelos governos e, junto com elas, uma piora na percepção do mercado sobre o cenário para 2022.

"Os mercados globais estão abrindo a semana em tom de risk-off [fuga do risco], com investidores de olho na piora do quadro sanitário global, assim como a piora das perspectivas para a aprovação do pacote econômico trilionário do governo Biden nos EUA", aponta a equipe de análise da Guide Investimentos em relatório.

Na Holanda, atividades não essenciais foram fechadas desde domingo (19) para tentar frear o avanço da variante ômicron. "Fechar de novo é inevitável em razão da quinta onda em nossa direção com a variante ômicron", disse o primeiro-ministro Mark Rutte no sábado (18) em entrevista coletiva.

O país, que já havia restringido o horário de funcionamento de lojas e bares, agora adotará uma regra mais dura para lojas, restaurantes, salões de beleza e academias até o dia 14 de janeiro. As escolas permanecerão fechadas até 9 de janeiro.

Já a Alemanha passou a impor a partir desta segunda quarentena obrigatória de duas semanas aos viajantes do Reino Unido, dias depois de a França ter anunciado que vai proibir a maioria das viagens para o Reino Unido ou que cheguem do país, em um momento em que os britânicos batem recorde de infecções pelo coronavírus.

Além disso, a prefeitura de Paris anunciou no sábado o cancelamento dos fogos de artifício e shows que estavam previstos para acontecer nas celebrações de Ano-Novo na avenida Champs Elysées, cartão postal da capital francesa.

Até o Fórum Econômico Mundial foi adiado por causa da variante ômicron. O encontro anual ocorreria entre 17 e 21 de janeiro do próximo ano em Davos, e agora está previsto para o início do verão no hemisfério norte, que começa no final de junho.

Na agenda doméstica, o destaque do dia fica por conta da divulgação do relatório Focus do BC (Banco Central). O mercado reduziu pela décima vez seguida a expectativa para o crescimento da economia brasileira neste ano, ajustando levemente as contas para a inflação.

Segundo a pesquisa, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 4,58% em 2021, ante a expectativa de alta de 4,65% na semana anterior.

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