Bolsa opera com volatilidade, à espera da reunião do Fed e do pacote de estímulo nos EUA; Dólar sobe

O Globo
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SÃO PAULO e RIO — A Bolsa opera com volatilidade na manhã desta quarta-feira, após zerar as perdas do ano na véspera. O Ibovespa abriu em alta, mas perdia 0,17%, aos 115.952 pontos, por volta das 11h20. Investidores estão de olho na reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) na tarde de hoje e na perspectiva de um acordo no Congresso americano em torno de um novo programa de estímulo nos EUA.

Internamente, há a preocupação com as contas públicas e a cautela com a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021, prevista para esta quarta-feira.

O dólar, por sua vez, avança 0,47%, sendo negociado a R$ 5,111 na venda. Esse comportamento destoa das oscilações da moeda americana no exterior, onde apresenta desvalorização.

Segundo especialistas, a tendência de queda do dólar no exterior se deve a sinais de avanço nas negociações do novo pacote fiscal nos Estados Unidos. Os principais líderes congressistas estão perto de um acordo, com valor de menos de US$ 900 bilhões, como inicialmente previsto.

Fed deve manter juros perto de zero

A presidente da Câmara, Nancy Pelosi; o líder democrata no Senado, Chuck Schumer; o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell; e o líder republicano na Câmara, Kevin McCarthy, se reuniram nesta quarta-feira, depois de conversarem por várias horas na véspera. A expectativa é que o pacote seja votado ainda hoje.

O socorro incluiria pagamentos de estímulo direto, mas deixaria de fora ajuda estadual e local, dizem fontes consultadas pela Bloomberg. O acordo pode evitar uma paralisação do governo no fim desta semana.

— O clima no exterior está mais positivo em meio às discussões sobre estímulo, notícias sobre vacinas cada vez mais otimistas... — disse à Reuters Paloma Brum, economista da Toro Investimentos. — Mas o Brasil não está conseguindo refletir isso no câmbio, por causa de questões internas.

Quanto ao Fed, a expectativa é que o BC americano mantenha na sua útima reunião do ano a taxa de juros perto de zero, em decisão que será conhecida às 16h (horário de Brasília). Em seguida, o presidente da instituição, Jerome Powell, deve fazer um pronunciamento.