Bolsa oscila perto da estabilidade em sessão de liquidez reduzida e menor aversão ao risco global

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**ARQUIVO**  SÃO PAULO, SP, BRASIL, 05-09-2013: Bovespa em São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP, BRASIL, 05-09-2013: Bovespa em São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em mais uma sessão de liquidez reduzida nos mercados globais devido à proximidade das festas de final de ano, as Bolsas de Valores internacionais têm um dia de ganhos moderados, com a menor aversão a risco dos investidores relacionada à nova variante ômicron do coronavírus.

No Brasil, o Ibovespa, principal índice acionário do mercado local, oscilava próximo da estabilidade nesta quinta-feira (23), última sessão antes das comemorações de Natal —a Bolsa não abre nesta sexta (24). Por volta das 10h40, o índice de ações recuava 0,14%, aos 105.101 pontos.

"Notícias vindas de fontes da saúde no exterior apontam que a cepa ômicron está demonstrando baixo nível de letalidade, apesar da rápida disseminação. Com isto, a visão dos investidores é que esta nova mutação da Covid-19 não irá interferir na retomada da economia mundial", diz Pedro Galdi, analista da Mirae Asset Wealth Management, em relatório.

Na Europa, o índice amplo Stoxx 50 avançava cerca de 0,55% nesta manhã, enquanto a Bolsa de Hong Kong registrava ganhos da ordem de 0,4%.

Na agenda do dia, investidores deverão ficar de olho em números da economia dos Estados Unidos sobre o número de pedidos de auxílio desemprego nos na semana passada, nas encomendas de bens duráveis de novembro e no deflator do PCE, medida de inflação ao consumidor avaliada pelo Fed, o banco central americano.

No Brasil, além dos dados de inflação do IPCA-15 de dezembro, os analistas da Guide entendem que a pressão por maiores gastos após a aprovação do orçamento para o ano eleitoral de 2022 prometer reajuste para funcionários da área da segurança tem o potencial de manter investidores apreensivos com ativos brasileiros.

"Após três dias de liquidez reduzida e uma maior volatilidade nos mercados, ativos de risco estão ensaiando chegar no Natal em tom predominantemente positivo, na esteira de um noticiário mais positivo no que tange os impactos da ômicron sobre o crescimento. Neste ambiente, bolsas e commodities operam no verde, o dólar se mantém estável e os yields americanos têm manhã de abertura quase generalizada entre os vencimentos", destaca o time da Guide.

Segundo os especialistas, no que diz respeito à pandemia, ao mesmo tempo em que novos estudos confirmam que a variante ômicron tem menos chance de enviar indivíduos aos hospitais, o mercado também recebeu positivamente as notícias de que uma terceira dose do imunizante da AstraZeneca impulsiona significativamente os anticorpos contra a ômicron e que o remédio antiviral desenvolvido pela Pfizer foi liberado pela FDA nos Estados Unidos.

No caso do câmbio, o dólar também tem uma sessão de baixa oscilação nestes últimos pregões de 2021, praticamente estável frente ao real nesta quinta, a R$ 5,6650 para venda.

"A forte queda [de 1,2%] do dólar em relação ao real no encerramento dos negócios de ontem, pode estar associada à falta de interesse dos agentes econômicos, por estarem abastecidos em relação às suas necessidades", aponta Ricardo Gomes da Silva, da corretora de câmbio Correparti.

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