Bolsa reduz previsão de safra de trigo da Argentina para 16,8 mi t

·1 minuto de leitura
Colheita de trigo em General Belgrano
Colheita de trigo em General Belgrano

BUENOS AIRES (Reuters) - A safra de trigo 2020/21 da Argentina deverá atingir 16,8 milhões de toneladas, ante estimativa anterior de 17,5 milhões de toneladas, à medida que uma prolongada seca e registros de geadas afetam os rendimentos, disse a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BdeC) nesta quinta-feira.

A Argentina é uma grande exportadora global de trigo e, embora chuvas tenham sido registradas nos últimos dias em importantes áreas do país sul-americano, elas chegaram tarde demais para melhorar a produtividade na região agrícola central, indicou a BdeC em relatório semanal de cultivos.

"Apesar das chuvas registradas nos dias anteriores, as áreas do centro da área agrícola que se encontram em fases avançadas de desenvolvimento mantêm expectativas baixas de rendimento", disse a bolsa.

Por outro lado, as precipitações das últimas duas semanas no sul da província de Buenos Aires, uma importante região produtora de trigo da Argentina que não sofreu com a seca, permitiram que o cultivo permanecesse em bom estado, acrescentou a entidade.

"Na faixa sul, as precipitações dos últimos 15 dias continuaram proporcionando umidade para acompanhar o desenvolvimento do cereal e manter boas expectativas de colheita", detalhou.

A colheita da safra 2020/21 de trigo está em fase inicial e, segundo o boletim da BdeC, até quarta-feira os trabalhos haviam atingido 3% dos 6,5 milhões de hectares semeados com o cereal.

Em relação ao milho 2020/21, a bolsa de cereais disse que as chuvas recentes facilitam as tarefas de plantio do grão, acrescentando que os produtores já semearam 27,5% dos 6,3 milhões de hectares previstos para o cultivo.

(Reportagem de Maximilian Heath)