Bolsa sobe 0,45% e tem primeiro dia de alta da semana

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, BRASIL, 28.06.2018 - Investidores lotaram o saguão da B3 (Bolsa de valores) em São Paulo. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress) ORG XMIT: AGEN1806281254967390
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, BRASIL, 28.06.2018 - Investidores lotaram o saguão da B3 (Bolsa de valores) em São Paulo. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress) ORG XMIT: AGEN1806281254967390

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores brasileira encerrou em alta de 0,45% nesta quinta-feira (19), aos 117.164 pontos, depois de ter testado o patamar dos 115 mil pontos na mínima do dia, acompanhando o recuo dos mercados internacionais. Na semana, o índice ainda acumula perdas de 3,32% e, no ano, de 1,56%.

O movimento foi impulsionado por uma força compradora por parte dos investidores, que aproveitaram para ir às compras depois de diversas ações zerarem os ganhos do ano ou até mesmo retornarem para os níveis de abril e maio do ano passado, momento em que o mercado havia sido impactado pela pandemia do coronavírus.

"Na ponta positiva, o destaque ficou para o setor financeiro, porta de entrada dos investidores estrangeiros na Bolsa, como também para as empresas ligadas ao consumo doméstico em vista da correção da parte longa da curva após a forte sequência de alta. No último dia 17, quando o Ibovespa atingiu pela primeira vez os 116 mil pontos desde abril, o saldo líquido dos estrangeiros na Bolsa foi positivo em R$ 2,05 bilhões, enquanto neste mês as compras superam as vendas em R$ 5,7 bilhões", afirmou o analista da Clear Corretora, Rafael Ribeiro.

Os destaques negativos ficaram com as ações do setor de siderurgia e mineração depois de os contratos do minério de ferro despencarem 12% em Singapura, para a menor cotação desde dezembro.

"Essa desvalorização é motivada por expectativas de que a produção e o consumo de aço chinês vão diminuir no resto do ano, em parte devido às medidas para reduzir a poluição. Os preços acumulam baixa de mais de 40% em relação ao recorde alcançado há apenas três meses", disse Ribeiro.

As ações da Vale terminaram a sessão em queda de 5,71%, a R$ 97,39. Os papéis da Petrobras, que também acompanharam a queda nos preços do petróleo no exterior, recuaram 0,61% (ordinária, com direito a voto) e 0,33% (preferencial, sem direito a voto).

O mercado também segue acompanhando as tensões fiscais e políticas no cenário doméstico.

No exterior, os índices encerraram a sessão com sinais mistos, depois de um dia de volatilidade. Parte da preocupação dos investidores — que tem contaminado as Bolsas ao redor do mundo— é em relação à recuperação econômica da China e dos Estados Unidos.

Na ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), o órgão sinalizou acreditar que o patamar de desemprego para o suporte à economia seja reduzido pode ser atingido neste ano, mas que continuam a olhar para o risco de a inflação daquele país continuar acima do alvo de 2% por mais tempo do que o esperado.

Já dados fracos de vendas na China, divulgados recentemente, também acendeu a luz vermelha sobre como se dará a recuperação no pós-pandemia.

Em Wall Street, Dow Jones fechou em queda de 0,19%, enquanto S&P 500 e Nasdaq subiram 0,13% e 0,11%, respectivamente. O Euro Stoxx 50, um dos principais índices acionários da Europa, caiu 1,54%.

No câmbio, o dólar continua a refletir a maior aversão ao risco global. A moeda encerrou a sessão desta quinta-feira (19) em alta de 0,87%, a R$ 5,4220.

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