Bolsa sobe 0,46%, com destaque para ações de Embraer e Alpargatas

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Movimentação de pessoas pela Bolsa de Valores de SP. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Movimentação de pessoas pela Bolsa de Valores de SP. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em uma sessão marcada pela forte valorização das ações da Embraer, a Bolsa de Valores brasileira se recuperou parcialmente das perdas da véspera, com uma alta de 0,46% nesta terça-feira (21), aos 105.499 pontos.

Os papéis da fabricante de aeronaves fecharam com ganhos da ordem de 16,02%, aos R$ 23,10, após a Embraer anunciar pela manhã a fusão da Eve, subsidiária produtora de aeronaves elétricas -também conhecidas como carros voadores-, com a norte-americana Zanite Acquisition Corp.

Os planos passam por uma abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) da nova empresa, previsto para ocorrer no segundo trimestre de 2022.

A estimativa é que até 2025 a empresa de aeronaves elétricas tenha obtido todas as certificações necessárias para iniciar suas operações propriamente com as primeiras entregas em meados de 2026.

"A transação é positiva e agrega valor considerável para a Embraer pela maior capacidade de monetização do seu projeto de Evtol [carro voador]. Destacamos também que o mercado ainda não precificou totalmente o projeto Evtol, com amplo espaço para uma reclassificação das ações", dizem os analistas do BTG Pactual, em relatório.

Segundo os especialistas, o modelo de Evtol tem capacidade para 4 passageiros, um alcance de 100 km e é totalmente elétrico. "O Evtol compete diretamente com o mercado de mobilidade urbana (motoristas de aplicativos) e terá um custo estimado de US$ 50 (R$ 286,83) por assento", apontam os analistas do banco.

Na ponta contrária, os papéis da Alpargatas, dona das Havaianas, fecharam com a maior queda do dia, em baixa de 4,37%, negociadas a R$ 37.

As vendas vieram na esteira de anúncio da empresa na noite de segunda-feira (20) de compra de 49,9% da empresa norte-americana Rothy's, que transforma material reciclado em produtos de moda, por um valor de até US$ 475 milhões (R$ 2,7 bilhões).

Apesar das perdas, os analistas da XP avaliaram a transação como positiva para a Alpargatas, por adicionar uma marca complementar focada em calçados fechados e com uma agenda ESG bastante forte, e que fortalece a exposição da empresa ao dólar.

"À primeira vista, a transação pode parecer cara. No entanto, a Rothy's tem uma proposta de valor e custo de capital bastante diferente", destacam os especialistas.

No câmbio, o dólar fechou estável frente ao real, cotado a R$ 2,7390 para venda, após novo leilão do BC (Banco Central) de venda de dólar.

"Era previsível que, mesmo com a presença da autoridade monetária no mercado ofertando dólar a vista, a demanda continuasse forte, razão pela qual a moeda estrangeira se manteve pressionada o tempo todo, arrefecendo apenas minutos antes do fechamento. Estima-se que o BC deverá continuar com atuações diárias no mercado à vista, no intuito de evitar a disparada dos preços da moeda estrangeira aqui, pelo menos até o final da próxima semana", destaca Ricardo Gomes da Silva, da Correparti Corretora de Câmbio.

Nos Estados Unidos, o pregão foi de recuperação para as ações nas Bolsas americanas, após a queda na véspera provocada pelos riscos da variante ômicron do coronavírus.

O S&P 500 fechou em alta de 1,78%, enquanto o Nasdaq avançou 2,40% e o Dow Jones, 1,60%. O petróleo oscilava com alta de 3,59% por volta das 18h40, a US$ 74,09 (R$ 425,03).

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