Bolsa sobe 1,8% impulsionada por commodities em dia de menor aversão ao risco global

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Gráfico de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de SP. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Gráfico de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de SP. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em linha com o bom humor que prevaleceu entre os investidores em escala global, a Bolsa de Valores brasileira reverteu a tendência negativa da véspera e voltou a fechar no campo positivo, recuperando a marca dos 103 mil pontos.

O Ibovespa, principal índice acionário do mercado local, encerrou a sessão desta terça-feira (11) com valorização de 1,8%, aos 103.778 pontos.

Os ganhos foram puxados por papéis de exportadoras de commodities, com destaque para as ações da Petrobras, que avançaram 4,13%, no caso das ordinárias, após a estatal anunciar aumento no preço dos combustíveis.

Também contribuiu para o movimento do dia a alta de cerca de 3,5% do preço do petróleo no mercado internacional, com a cotação da commodity se aproximando da marca dos US$ 84 (R$ 473,29), apoiada pela oferta restrita e pelas expectativas de que o aumento dos casos de coronavírus e a disseminação da variante ômicron não inviabilizarão a recuperação da demanda global.

Ações de mineradoras e siderúrgicas também tiveram um dia positivo na Bolsa local, no embalo da alta do preço do minério de ferro no mercado internacional, aponta Rodrigo Crespi, analista da Guide Investimentos.

As ações da Usiminas saltaram 6,05%, e as da Gerdau, 2,25%. Já os papéis da Vale avançaram 1,90%.

Especialistas avaliam ainda que as chuvas em Minas Gerais, que forçaram a paralisação das operações de diversas empresas do setor, também podem contribuir para um preço maior das matérias-primas no curto prazo.

Crespi acrescenta que, após já ter iniciado o dia em alta, a Bolsa local ganhou alguma tração durante a tarde, na esteira de declarações bem recebidas pelos agentes financeiros do presidente do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, acerca das perspectivas para a economia americana em 2022.

Em uma audiência no Congresso dos EUA, Powell afirmou que a economia norte-americana deve resistir ao atual aumento de casos de coronavírus com impactos apenas "de curta duração" e que está pronta para o início do aperto da política monetária por parte do banco central.

Powell disse também que o Fed está determinado a garantir que a inflação alta não fique "arraigada" e que, longe de diminuir o crescimento do emprego, uma virada do banco central para taxas de juros mais altas e um escoamento de seus ativos são necessários para manter a atual expansão econômica em andamento.

Na esteira das declarações do presidente do Fed, as Bolsas americanas tiveram um dia de ganhos, com destaque para as ações de tecnologia.

O índice acionário Nasdaq, em que há uma grande concentração de papéis do setor, fechou o dia com valorização de 1,41%. Já o S&P 500 avançou 0,92%, enquanto o Dow Jones subiu 0,51%.

Em uma sessão de fuga dos ativos de menor risco, o dólar experimentou uma rodada de depreciação frente à maior parte das demais divisas globais.

Ante o real, a moeda americana fechou nesta terça em queda de 1,67%, a R$ 5,5790 para venda, no menor patamar desde 30 de dezembro (R$ 5,5760).

Já no mercado de juros futuros, as taxas dos contratos cobradas pelos agentes tiveram novo aumento, em especial entre os papéis mais longos, na esteira da inflação de 10,06% medida pelo IBGE.

As taxas dos juros futuros para janeiro de 2025 avançaram de 11,50% para 11,52%, enquanto os prêmios para janeiro de 2027 passaram de 11,39% para 11,44%.

Especialistas esperam que a pressão inflacionária prossiga por mais algum tempo, mas com um processo de arrefecimento um pouco mais à frente.

"Em nossas previsões iniciais, projetamos um avanço de 0,54% do IPCA para janeiro, seguido de 0,79 % em fevereiro e 0,55% em março. Por esta razão, consideramos que a inflação deva atingir um patamar inferior a dois dígitos a partir do mês de maio", dizem os analistas do Banco Original, em relatório.

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