Bolsa sobe, com mercado de olho em vacina e no aumento de casos de Covid; dólar avança

Gabriel Martins
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RIO — Nesta quinta, os investidores calibram suas expectativas diante do avanço dos casos da Covid-19 no exterior em paralelo com o progresso na produção de vacinas. Por volta das 11h, o Ibovespa (referência da Bolsa de SP) subia 0,36%, aos 106.503 pontos. No câmbio, o dólar comercial tem alta de 0,37%, valendo R$ 5,36.

Na véspera, Bill de Blasi, prefeito de Nova York, decretou o fechamento das escolas públicas da cidade para conter o avanço de uma possível segunda onda de infecções pelo novo coronavírus. Além disso, reuniões privadas com mais de dez pessoas também estão proibidas em território nova-iorquino.

Diante de uma medida inicial, ainda em tom de precaução, o maior receio dos investidores é que seja necessário decretar confinamentos totais (lockdown) nos Estados Unidos, o que o mercado avalia como um golpe severo a uma economia que há pouco começou a se recuperar.

Já do lado do otimismo, o laboratório britânico AstraZeneca (que desenvolve um imunizante em parceria com a Universidade de Oxford) divulgou que a vacina em produção provoca resposta imune no organismo e é segura também para a população mais idosa.

Anteriormente, o laboratório americano Moderna afirmou que seu medicamento conseguiu atingir 94,5% de eficácia contra a infecção causada pelo novo coronavírus.

Internamente, as notícias também são mais animadoras, na leitura dos especialistas. Também na véspera, a base aliada ao presidente Jair Bolsonaro fechou acordo com o líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), para suspender as obstruções da pauta e tentar retomar votações importantes. O que o mercado mais espera são os avanços nas reformas econômicas.