Bolsa sobe, com petróleo acima dos US$ 83 e liquidez menor

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RIO — A Bolsa sobe e o dólar opera com leve baixa ante o real no início desta segunda-feira. Em dia com menor liquidez, os investidores seguem atentos a novos fatos sobre os temas que pautaram o mercado nas últimas semanas, como o cenário fiscal interno e o aumento dos preços de energia, com o petróleo a US$ 83 o barril.

Por volta de 10h30, o Ibovespa subia 0,26%, aos 113.129 pontos. No mesmo horário, a moeda americana cedia 0,18%, negociada a R$ 5,5051.

Na terça-feira, não haverá pregão na B3 devido ao feriado nacional enquanto, nesta segunda, o mercado de títulos do Tesouro americano está fechado devido a um feriado local. Mas a Bolsa americana funciona.

No cenário interno, as preocupações em relação ao cenário fiscal, com as indefinições a respeito da proposta de emenda à Constituição (PEC) dos precatórios e sobre a reformulação do Bolsa Família também seguem no foco.

Petróleo sobe

Já no exterior, o que tem atrapalhado o humor dos investidores são os temores pela crise energética, que tende a elevar a inflação e desacelerar o crescimento.

Os preços do petróleo e do carvão começam a semana em alta. E na China, enchentes em regiões produtoras de carvão do país podem piorar este quadro.

No mercado internacional, as cotações do petróleo no mercado tinham alta firme nesta manhã, impulsionadas pela maior demanda.

Por volta de 10h35, em Brasília, o contrato de dezembro do petróleo tipo Brent subia 1,67%, negociado a US$ 83,77, o barril.

Já o contrato do tipo WTI para novembro avançava 1,94%, cotado a US$ 80,89. O WTI não encerra uma sessão acima dos US$ 80 desde outubro de 2014.

A alta era refletida nos papéis da Petrobras. As ordinárias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto) subiam 1,71% e 1,85%, respectivamente.

Nos Estados Unidos, a semana conta com o início da temporada de balanços corporativos, a começar pelos bancos.

“Dado o cenário macro mais conturbado, decepções na fronte micro poderão adicionar receio em promover novos espasmos de volatilidade”, escreveram analistas da Guide Investimentos, em nota matinal.

Vale sobe

Em um dia positivo para o minério de ferro no exterior, as ordinárias da Vale (VALE3) avançavam 3,41% e as da Siderúrgica Nacional (CSNA3), 3,04%.

As preferenciais da Usiminas (USIM5) subiam 4,35%.

No setor financeiro, as preferenciais do Itaú (ITUB4) tinha alta de 0,74% e a do Bradesco (BBDC4) cedia 0,30%.

Focus: inflação maior

Os analistas do mercado financeiro elevaram, novamente, as projeções para a inflação ao final deste e do próximo ano. É o que mostra o Boletim Focus.

Para o término deste ano, a previsão de IPCA subiu de 8,51% para 8,59%. O número já é bem superior ao teto da meta do governo, que é de 5,25%.

Ao final de 2022, a taxa passou de 4,14% para 4,17%.

No caso da taxa básica de juros, a mediana das estimativas foi mantida em 8,25% para o final de 2021. Para o final de 2022, houve avanço de 8,50% para 8,75%.

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 manteve-se estável na casa dos 5,04%. Para 2022, houve recuo de 1,57% para 1,54%.

No caso do dólar, houve avanço nas estimativas de R$ 5,20 para R$ 5,25 ao final deste ano. Ao término de 2022, a expectativa permaneceu em R$ 5,25.

Bolsas no exterior

Na Europa, as bolsas operavam mistas. Por volta de 10h30, no horário e Brasília, a Bolsa de Londres subia 0,42%. Em Frankfurt e Paris, ocorriam baixas de 0,30% e 0,15%, respectivamente.

As bolsas asiáticas fecharam com direções contrárias. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, subiu 1,60%. Em Hong Kong, houve alta de 1,96% e, na China, ligeira baixa de 0,01%.

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