Bolsa sobe com vacina e perspectiva de aprovação de pacote nos EUA. Dólar opera em queda

O Globo
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SÃO PAULO e RIO — O otimismo com as vacinas e a possível aprovação de um pacote de estímulo nos EUA estão animando os mercados hoje. Às 13h31, o Ibovespa subia 0,83%, a 118.833,92 pontos, após ter aingido 119 mil pontos.

Já o dólar apresentava queda acentuada. Recuava 0,63%, a R$ 5,075 na venda, depois de ter caído a R$ 5,047 na mínima do dia. No ano, o dólar acumula alta de cerca de 25% contra o real.

"O momento segue favorável para ativos de risco, com a alta contínua das commodities e a promessa de liquidez abundante por um longo período pelos principais bancos centrais", observou a equipe da Guide Investimentos em nota a clientes.

A sessão era marcada por forte otimismo nos mercados internacionais, o que tem predominado nos últimos dias em meio a sinais de progresso na distribuição de vacinas contra a Covid-19.

O Reino Unido e os Estados Unidos já começaram a imunizar sua população, enquanto, na Europa, Alemanha e França disseram que iniciarão o processo na última semana de dezembro, assim que a vacina Pfizer-BioNtech for aprovada pela Agência Europeia de Medicamentos.

O ministro da Saúde da Alemanha afirmou que todos os países membros da União Europeia planejam iniciar vacinações contra a Covid-19 a partir do dia 27 deste mês, o que reforça o clima positivo. Há ainda expectativa de que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) faça um anúncio nesse sentido na próxima segunda-feira, dia 21.

Enquanto isso, os parlamentares dos EUA estão perto de fechar um pacote de estímulo de US$ 900 bilhões, ao mesmo tempo em que o Federal Reserve prometeu continuar injetando recursos nos mercados até que a recuperação econômica americana esteja garantida.

No Brasil, o Banco Central piorou levemente sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2021 em seu Relatório Trimestral de Inflação.

Entre os investidores, chamou a atenção o alerta da autarquia em relação aos riscos que o país deve enfrentar daqui para frente, com o crescimento condicionado ao arrefecimento gradual da crise sanitária, à manutenção do regime fiscal e ao cenário de continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira.

Entre esses pontos de alerta, a incerteza em relação às contas públicas tem sido o mais presente no radar dos mercados, em meio a temores de que o governo fure seu teto de gastos no ano que vem de forma a financiar medidas de assistência social.

“A desorganização de nossas contas fiscais continua sendo o contraponto para uma queda mais acentuada do (dólar) por aqui”, escreveu Jefferson Rugik, da Correparti Corretora.