Bolsa sustenta recuperação e se aproxima dos 121 mil pontos

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***ARQUIVO***SÃO PAULO: Investidores lotam o saguão da B3 (Bolsa de Valores) de São Paulo. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO: Investidores lotam o saguão da B3 (Bolsa de Valores) de São Paulo. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores brasileira encerrou o pregão desta quarta-feira (25) com variação positiva de 0,50%, a 120.817 pontos, sustentando a recuperação da véspera e revertendo a tendência de queda registrada no início da manhã sob o impacto da divulgação da prévia da inflação oficial.

Na maior variação para o mês desde 2002, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) avançou 0,89%.

Analistas dizem que a manutenção da recuperação do índice pelo segundo dia ainda é resultado das declarações de compromisso com o teto fiscal do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), além de um cenário externo positivo.

Após as declarações de Lira em evento promovido pela XP na terça (24), a Bolsa voltou à casa dos 120 mil pontos e retomou o ganho acumulado em 2021.

Segundo Daniel Miraglia, economista-chefe da Integral Group, as principais ações brasileiras estavam excessivamente desvalorizadas devido à rejeição do mercado à proposta de reforma do Imposto de Renda do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

"O mercado entende que essa proposta é populista e, em vez de simplificar, complica a vida do contribuinte", diz Miraglia. "As declarações do Lira, de que tirou a reforma fiscal de pauta e que vai tentar colocar a administrativa, sustentaram a recuperação aqui no Brasil."

Além disso, também são apontados como fatores para a recuperação do mercado doméstico a reabertura das atividades econômicas na China devido à ausência de novos casos de infecção pela variante Delta do vírus da Covid-19, o que vem impulsionando os preços das commodities, e o silêncio momentâneo quanto à crise envolvendo os Poderes da República.

Essa recuperação é observada com cautela pelo mercado, que prevê oscilações.

"Ainda teremos muitos solavancos pela frente e eu não daria como tendência o movimento que a gente está vendo", diz Fernanda Consorte, economista chefe do Banco Ourinvest.

O dólar fechou em queda de 0,95%, a R$ 5,2110, também refletindo o bom humor do investidor com o cenário externo.

Em Nova York, o S&P 500 avançou 0,22%, para uma nova máxima histórica, assim como o Nasdaq, que subiu 0,15%, sem notícias para minar o sentimento positivo no mercado.

A atenção no exterior está voltada ao simpósio do Federal Reserve, em Jackson Hole (EUA), principalmente a fala do presidente do Fed, Jerome Powell, na próxima sexta-feira, que pode trazer sinais sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.

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