Bolsa tem nova alta e dólar cai, com alívio sobre Ômicron e avanço de commodities

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RIO —A Bolsa sobe pelo quarto pregão consecutivo enquanto o dólar opera em queda ante o real no início desta terça-feira. O ambiente mais favorável ao risco no exterior, com o relativo alívio em relação à nova variante do coronavírus, Ômicron, volta a dar impulsos às bolsas globais.

Por volta de 10h30, o Ibovespa subia 1,26%, 108.208 pontos. No mesmo horário, a moeda americana tinha baixa de 0,96%, negociado a R$ 5,6350.

O salto das commodities, com destaque para o petróleo e o minério de ferro, e dados positivos na China ajudavam empresas importantes para o índice como a Petrobras e a Vale.

Juros e prectórios

Na cena interna, os investidores já aguardam pela reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa nesta terça-feira e deve decidir por um novo aumento da taxa básica de juros, além de monitorarem o andamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que deve voltar à Câmara após os senadores realizarem alterações no texto.

Após a divulgação de dados econômicos ruins, Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, e declarações do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, o mercado passou a apostar com mais força na elevação de 1,5 ponto percentual nos juros básicos, o que deixaria a Selic na casa dos 9,25%.

A alta de juros é uma tentativa da autoridade monetária em conter a inflação no próximo ano.

No Boletim Focus, relatório semanal divulgado pelo BC com as expectativas de agentes de mercado, a estimativa de inflação para o próximo ano superou, pela primeira vez, o teto da meta de 5%.

No caso da PEC, o mercado segue acompanhando as negociações sobre a possível promulgação de partes da proposta que não foram alteradas pelos Senadores. A Câmara só deve votar novamente o texto no próximo ano.

"Esperamos uma abertura de viés positivo para ativos locais, que deverão se beneficiar do bom humor externo enquanto investidores acompanham de perto os desenvolvimentos de Brasília", escreveram analistas da Guide Investimentos, em nota matinal.

Petrobras e Vale sobem

Entre as ações, as ordinárias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) subiam 2,11% e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto), 1,94%.

O movimento era impulsionado por uma nova alta do petróleo no exterior.Por volta de 10h35, no horário de Brasília, o preço do contrato para fevereiro do petróleo tipo Brent tinha alta de 2,34%, negociado a US$ 74,79, o barril.

Já o do contrato para fevereiro do tipo WTI avançava 2,79%, cotado a US$ 71,43, o barril.

Em dia positivo para o minério de ferro negociado na China, as ordinárias da Vale (VALE3) avançavam 3,52% e as da Siderúrhica Nacional (CSNA3), 3,73%.

As preferenciais da Usiminas (USIM5) subiam 3,92%.

No setor financeiro, as preferenciais do Itaú (ITUB4) e do Bradesco (BBDC4) tinham altas de 0,47% e 0,42%, respectivamente.

Bolsas no exterior

Na Europa, as bolsas operavam com altas. Por volta de 10h30, em Brasília, a Bolsa de Londres subia 1,22% e a de Frankfurt, 2,12%. A Bolsa de Paris avançava 2,36%.

As bolsas asiáticas fecharam com altas. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, subiu 1,89%. Em Hong Kong, houve alta de 2,72% e, na China, de 0,16%.

Na China, também foram divulgados dados da balança comercial. Em novembro, as exportações subiram 22%, para quase US$ 326 bilhões, na comparação com o ano anterior.

O número representa uma desaceleração frente o aumento de 27,1% registrado em outubro, o que é justificado com uma base de comparação mais elevada em relação a 2020.

As importações subiram 31,7% em novembro, para cerca de US$ 254 bilhões, na mesma base de comparação. Em outubro, esse percentual foi de 20,6%.

No noticiário corporativo, o destaque foi mais uma vez para a Evergrande. Segundo a agência de notícias Reuters, a empresa perdeu um prazo de 30 dias referente ao pagamento de juros no valor de US$ 82,5 milhões em um título de dívida de credores internacionais.

No entanto, as ações não sofreram impacto no pregão. Após tombarem quase 20% na véspera, os papéis da incorporadora subiram 1,10% em Hong Kong.

O envolvimento do governo chinês para tentar encontrar uma solução para a questão e a perspectiva de reestruturação da dívida servem para acalmar os ânimos dos investidores.

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