Bolsa testa recuperação após tombo da véspera por conta do Fed

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Movimentação de pessoas dentro da Bolsa de Valores de SP. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Movimentação de pessoas dentro da Bolsa de Valores de SP. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após fechar no negativo nos três primeiros pregões do ano, a Bolsa de Valores do Brasil ensaia uma sessão de recuperação nesta quinta-feira (6).

Por volta das 11h, o Ibovespa, principal índice acionário do mercado local, operava em alta de 0,53%, negociado aos 101.540 pontos. No câmbio, o dólar oscilava perto da estabilidade, cotado a R$ 5,7090 para venda.

O dia é marcado por algum ajuste por parte dos investidores, após a forte queda verificada na véspera, reflexo de sinalizações vindas dos Estados Unidos a respeito de um início mais rápido que o previsto do aperto nas condições financeiras e monetárias na maior economia global.

Autoridades do Fed (Federal Reserve, banco central do Estados Unidos) sinalizaram na quarta (5) que pode ser preciso aumentar a taxa de juros antes do esperado diante da pressão inflacionária, de acordo com ata da reunião de política monetária ocorrida em dezembro.

Os formuladores de política monetária concordaram em acelerar o fim do programa de compras de títulos -implementado no início da pandemia- e previram uma antecipação do aumento de juros, alcançando 0,75 ponto percentual durante 2022.

Na agenda doméstica, o destaque do dia fica por conta dos dados da produção industrial divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

A produção industrial brasileira recuou 0,2% em novembro de 2021, na comparação com outubro. É a sexta queda consecutiva do indicador.

O resultado representa mais um sinal de fragilidade da economia no quarto trimestre do ano passado. Com o novo desempenho negativo, a produção industrial ficou 4,3% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020, apontou o IBGE.

O dado de novembro veio em nível inferior ao esperado pelo mercado. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam avanço de 0,1%.

Segundo Rodolfo Margato, economista da XP, as restrições nas cadeias de suprimentos - sobretudo a escassez de semicondutores e chips - vêm prejudicando severamente os setores automotivo e de fabricação de produtos eletrônicos.

"Olhando para 2022, esperamos redução gradual dos gargalos nas cadeias de suprimentos que vêm travando a produção industrial. Por exemplo, cada vez mais empresas na Ásia relatam que as paralisações de fábricas, interrupções no fornecimento de energia e limitações nas estruturas portuárias diminuíram de forma significativa ao longo das últimas semanas", apontou Margato, em nota.

Ele acrescenta que não espera por restrições de mobilidade severas devido à disseminação da variante ômicron do coronavírus, embora o reconheça como um fator de risco relevante a ser monitorado.

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