Bolsas globais registram alta com distribuição de vacinas e pacote de estímulo nos EUA

O Globo, com agências
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LONDRES E TÓQUIO — As ações globais se aproximaram de níveis recordes nesta sexta-feira, enquanto o dólar e o petróleo superaram os marcos recentes, à medida que avança o processo de distribuição de vacinas e a expectativa em relação ao pacote de socorro que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deve anunciar nesta sexta-feira. São movimentos que motivam as apostas em uma maior normalização da economia global.

No Brasil, o pregão da bolsa paulista ainda não abriu. Já o dólar comercial registra queda. Às 9h08, a moeda americana apresentava desvalorização de 0,45%, a R$ 5,424 para venda. Na véspera, a divisa encerrou a sessão em alta de 1,47%, cotado a R$ 5,4491, com os agentes financeiros de olho na possibilidade de recuperação da economia dos EUA e supostas pressões inflacionárias.

O MSCI Global Stock Index, o índice de ações globais, subiu 0,2%, para 667,9 pontos, muito perto do recorde de 670,82 que atingiu há duas semanas. C|om o resultado, o índice registra cinco dias consecutivos de aumentos.

O STOXX, que reúne os 600 maiores ações da Europa, avançou 0,2%, para 410,4 pontos, embora o otimismo tenha sido temperado por uma distribuição mais lenta de vacinas na Europa continental do que no Reino Unido e Estados Unidos.

Em Londres, a bolsa abriu com leve alta, com o FTSE-100 subindo 0,11%. Em Paris, o CAC-40, índice de referência, apresentava alta de 1,05%, e o Dax da Bolsa de Frankfurt avançava 0,29%.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. Em Tóquio, o Nikkei avançou 1,54%, a 28.779 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,60%. . Em Seul, a bolsa teve valorização de 1,07%, e a de Taiwan registrou alta de 0,61%.

Na China, tensão com os EUA volta a preocupar

O mercado acionário da China fechou a semana em alta, com os investidores encontrando suporte em uma recuperação econômica contínua, embora as tensões entre o país e os EUA continuem preocupando.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,17% nesta sexta-feira, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,16%. Na semana, o CSI300 subiu 2,5%, e o SSEC avançou 0,4%.

Os investidores continuam a operar com base na recuperação econômica. Dados mostraram no fim de semana que a atividade industrial da China cresceu em janeiro, em linha com a retomada, mas no ritmo mais fraco em cinco meses após novas infecções por coronavírus levarem a lockdowns.

As preocupações com as tensões sino-americanas, no entanto, reduziram os ganhos. Os Estados Unidos estão deliberadamente "criando tensão" e prejudicando a paz e a estabilidade, disse o Exército da China, depois de um navio de guerra americano ter navegado pelo Estreito de Taiwan.

Petróleo atinge US$ 60

Os preços do petróleo continuaram subindo nesta sexta-feira após quatro dias consecutivos de alta e o barril do Brent estava perto de US $ 60, o preço mais alto desde 20 de fevereiro de 2020, no início da pandemia.

Na manhã de sexta-feira, o barril de Brent, referência internacional e no Brasil, para entrega em abril, subiu 1,10% em Londres em relação ao preço de fechamento de quinta-feira e atingiu US$ 59,75.

O barril do Texas (WTI), referência nos Estados Unidos, para os contratos de março, também aumentou 1,08%, para US$ 56,84, após atingir US$57,09, seu preço mais alto desde 22 de fevereiro.

Os preços do petróleo "continuam subindo e um barril de Brent está se aproximando da barreira psicológica de US$ 60 o barril", de acordo com Eugen Weinberg, analista do Commerzbank.

De acordo com Stephen Innes, analista da Axi, "'o apoio da OPEP após a reunião de quarta-feira está impulsionando esse aumento''.

Membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus aliados mostraram esta semana sua confiança na reativação da economia mundial e, consequentemente, da demanda por petróleo.