Bolsas globais têm forte queda, com temores sobre disseminação da Ômicron; dólar sobe

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As bolsas globais apresentam fortes quedas nesta segunda-feira, com preocupações sobre a disseminação da variante Ômicron voltando a alarmar os investidores. No cenário interno, o Ibovespa, principal índice da B3, cedia 1,72%, aos 105.356 pontos, por volta de 10h35.

No mesmo horário, o dólar tinha alta de 0,32%, negociado a R$ 5,7022.

Na Europa, onde a disseminação da variante vem acelerando, a Holanda decretou uma nova quarentena nesse domingo, com o fechamento de escolas, universidades, bares e outros estabelecimentos não essenciais.

Medidas restritivas também já foram adotadas em outros países. Nos Estados Unidos, o governo alertou para uma possibilidade de alta nas infecções por causa das festividades de fim de ano.

O receio dos investidores é que novas medidas restritivas possam prejudicar a retomada econômica, além de piorar as sequelas já deixadas pela pandemia, como as interrupções na cadeia de suprimentos e o desequilíbrio entre oferta e demanda.

E como já conhecem os danos que a pandemia pode causar à pandemia, eles preferem se posicionar em ativos com maior segurança, gerando perdas nos mercados acionários.

Vale lembrar que os temores em relação à Ômicron ocorrem em um momento em que vários banco centrais pelo mundo deram sinalizações de aperto na política monetária para o próximo ano, com destaque para o americano.

No cenário interno, os agentes de mercado ainda repercutem as novas projeções do Boletim Focus, relatorio semanal divulgado pelo BC.

Pela segunda semana consecutiva, os analistas do mercado projetam uma inflação menor para o fim deste ano.

A estimativa para a inflação caiu de 10,05% para 10,04%. Para o término de 2022, a expectativa foi elevada de 5,02% para 5,03%, acima do teto da meta de 5%.

No caso da taxa basica de juros, a projeção continuou em 11,50% no final de 2022 e em 8% no fim de 2023.

Na Europa, as bolsas operavam com queda. Por volta de 10h35, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres cedia 1,20% e a de Frankfurt, 1,95%. A Bolsa de Paris caía 1,18%.

Os futuros de Nova York também cediam mais de 1%.

As bolsas asiáticas fecharam em queda. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, cedeu 2,13%. Em Hong Kong, houve baixa de 1,93% e, na China, de 1,07%.

No continente, o destaque também vai para a decisão do Banco Central chinês de cortar a taxa referencial de juros pela primeira vez desde abril de 2020 em mais um sinal de afrouxamento da política monetária diante de um cenário de crescimento menor.

Entre as ações, as ordinárias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) cediam 1,75% e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto), 1,86%.

As ordinárias da Vale (VALE3) caíam 1,72% e as da Siderurgica Nacional (CSNA3), 4,67%.

As preferenciais da Usiminas (USIM5) cediam 4,76%.

No setor financeiro, as preferenciais do Itaú (ITUB4) e do Bradesco (BBDC4) tinham quedas de 1,12% e 1,26%, respectivamente.

Na ponta negativa, destaque para empresas aéreas e do setor de turimso. As preferenciais da Gol (GOLL4) caíam 3,25% e as da Azul (AZUL4), 3,54%.

As ordinárias da CVC (CVCB3) caíam 5,13%.

Os temores sobre os efeitos da Ômicron em relação à atividade econômica tambem afetava os preços do petróelo.

Por volta de 10h40, em Brasília, o contrato para fevereiro do petróleo tipo Brent cedia 3,75%, negociado a US$ 70,76, o barril.

Já o contrato do tipo WTI para janeiro caía 4,60%, negociado a US$ 67,60.

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