Bolsonarista convoca atiradores e caminhoneiros para ato contra Lula

O homem que se identifica como Milton Baldin discursa em frente ao QG do Exército, em Brasília, e convoca atiradores e caminhoneiros para os protestos contra a diplomação de Lula. (Foto: Reprodução/YouTube)
O homem que se identifica como Milton Baldin discursa em frente ao QG do Exército, em Brasília, e convoca atiradores e caminhoneiros para os protestos contra a diplomação de Lula. (Foto: Reprodução/YouTube)
  • Manifestante pede que empresários liberem caminhoneiros e atiradores para ato contra Lula;

  • Homem, que se identifica como Milton Baldin, pede que os CACs compareçam ao ato antidemocrático;

  • Desde o dia 30 de outubro, atos golpistas ocorrem contra vitória do petistas nas eleições;

Em vídeo divulgado nas redes sociais no último sábado (26), um apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) convoca atiradores esportivos e caminhoneiros para participar de protestos contra a diplomação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente eleito.

Identificando-se como Milton Baldin, o bolsonarista aparece discursando em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília. Ele se diz morador de Juruena (MT) e pede que empresários liberem caminhoneiros para participar de atos antidemocráticos na capital federal.

Na sequência, ele convoca Cac’s (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores) a “marcar presença”.

“Gostaria de pedir ao agronegócio, aos empresários, que deem férias aos caminhoneiros e mandem os caminhoneiros para Brasília. São só 15 dias, não vai fazer diferença. Também pedir aos CACs, atiradores que têm armas legais”, disse o homem aos manifestantes.

“Se nós perdermos essa batalha, o que você acha que vai acontecer dia 19 [prazo para a diplomação de Lula]? Vão entregar as armas, e o que eles vão falar? ‘Perdeu, mané”, completou se referindo a fala do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Roberto Barroso.

Desde o dia 30 de outubro, quando Lula foi declarado eleito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apoiadores de Bolsonaro têm realizado atos golpistas, incluindo manifestações, acampamentos na frente de quartéis e bloqueios ilegais de rodovias. Eles pedem uma espécie de “intervenção federal” das Forças Armadas para impedir que o novo presidente assuma o cargo.