Bolsonaristas celebram mortes em operação na Vila Cruzeiro, enquanto oposição critica ação nas redes

A operação policial que resultou em 25 mortes confirmadas até a manhã desta quarta-feira na Vila Cruzeiro, Complexo da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, virou motivo de embate entre políticos bolsonaristas e de oposição nas redes sociais. Enquanto apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) celebraram a alta letalidade da ação, a oposição classificou como “chacina” a atuação das forças policiais no caso.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comemorou a ação violenta da polícia e defendeu que os agentes envolvidos sejam condecorados.

“Amém, que seja sempre assim. Tem que dar medalha para cada policial envolvido nessa operação”, afirmou o parlamentar, filho do presidente Bolsonaro.

Na mesma linha, a deputada e policial militar da reserva Major Fabiana (PL-RJ) citou as mortes de supostos envolvidos com o crime e a apreensão de armas como motivo para “comemorar” o resultado da operação na comunidade carioca.

“O RJ amanheceu mais seguro, e devemos isso aos policiais envolvidos na Operação da Vila Cruzeiro (...) Podemos comemorar!!”, publicou Fabiana.

Já políticos de oposição ao governo Bolsonaro criticaram o caso pela alta letalidade policial, classificando como “chacina” e “massacre” a ação policial.

“Quem chama de 'operação de inteligência' um massacre com pelo menos 22 mortos parece uma hiena falando. Carnificinas estão se tornando rotina de horror no Rio”, postou o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

O deputado federal David Miranda (PDT-RJ) criticou o presidente Bolsonaro por ter dado os "parabéns aos guerreiros do BOPE e da Polícia Militar do Rio de Janeiro", dizendo que eles "neutralizaram pelo menos 20 marginais ligados ao narcotráfico em confronto, após serem atacados a tiros durante operação contra líderes de facção criminosa", em uma postagem na internet.

“Um presidente que celebra chacinas, esse é o buraco sem fundo no qual nós nos metemos. O governo Bolsonaro entrará para a história como o governo da morte”, disse Miranda.

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