Bolsonaristas espalham sangue e fezes pelo país às vésperas da eleição

Violência e escatologia são signos estruturados do léxico bolsonarista.

Com uma simples pesquisa é possível encontrar na rede os inúmeros episódios em que o presidente recorreu ao que faz no banheiro para adjetivar adversários ou ilustrar o que pensa da vida.

Jair Bolsonaro já “cagou” para a CPI da Covid, já prometeu acabar com o cocô na política, já chamou jornalistas e opositores de “bostas”.

Também já manifestou preocupação com suas hemorróidas, já postou vídeos em que um homem mexe no ânus de outro e já orientou eleitores a diminuir o número de idas ao banheiro para ajudar o meio ambiente.

Os signos, como se vê, servem a propósitos diversos, mas principalmente para endossar ataques verbais.

Em 2022, mal a campanha começou e seus apoiadores resolveram levar essa escatologia linguística ao palanque –não do presidente, mas dos adversários.

A ideia é enfezar os declarados inimigos no sentido literal. A expressão, sinônimo de manifestar raiva, significa também cobrir-se de “fezes”.

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