Bolsonaristas, Lira e Garcia dizem a aliado de Lula que defenderão resultado das urnas

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 28.08.202 - Paulinho da Força, deputado federal e presidente nacional do partido Solidariedade. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 28.08.202 - Paulinho da Força, deputado federal e presidente nacional do partido Solidariedade. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Membro da coordenação de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade) fez ligações nesta sexta-feira (28) para Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, e Rodrigo Garcia (PSDB-SP), governador de São Paulo, para perguntar o que será feito caso o petista vença e o presidente Jair Bolsonaro (PL) e grupos mais radicais de seus apoiadores não aceitem o resultado.

Paulinho diz à Folha de S.Paulo que tem especial preocupação com informações que recebeu a respeito de movimentos de caminhoneiros que têm falado em se dirigir a Brasília e invadir a sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em caso de vitória de Lula, e pede atenção principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Segundo o deputado, a resposta que recebeu dos três foi a de que defenderão a democracia e atuarão para que o resultado das urnas seja aceito. Lira e Garcia são apoiadores de Bolsonaro, que se recusa a dizer que aceitará a derrota e frequentemente faz declarações golpistas a respeito do processo eleitoral.

"O Rodrigo Garcia me disse com todas as letras que vai cumprir a Constituição e que quem ganhar vai ser empossado. O Pacheco me disse a mesma coisa e que estará em Brasília, voltará para lá depois de votar. Ele disse que vai garantir a democracia e a posse de quem for eleito. E o Arthur [Lira] também, disse que tem o lado dele, mas que quem ganhar, vai ter que assumir", diz Paulinho ao Painel.

O deputado tem tentado organizar uma vigília de parlamentares a partir da noite de domingo (30), como uma maneira de chamar atenção para a necessidade de concretização do resultado eleitoral.

"A ideia é que a gente fique dentro do Congresso para servir de referência para o Brasil e para o mundo. No meu entender, o Lula vai ganhar e a gente pode ter problemas", afirma.