Bolsonaristas marcam pele de mulher com suástica após agredi-la com socos

Foto: reprodução

Fonte: com informações dos portais G1 e R7.

No dia 8 de outubro, em Porto Alegre, uma jovem de 19 anos foi agredida com socos e marcada com canivete por três homens apoiadores do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL).

Conforme registrado em Boletim de Ocorrência, após descer do ônibus, quando ia para casa, a jovem foi abordada pelos agressores porque estava usando uma camiseta com os dizeres #EleNão, em referência ao candidato de extrema-direita. Os homens a questionaram sobre o motivo do uso da camiseta e a agrediram com socos. Em seguida, dois deles seguraram a vítima enquanto o terceiro fez cortes em sua pele com um canivete, “desenhando” uma suástica na região da barriga da jovem. A suástica é símbolo do regime nazista alemão, implementado por Adolf Hitler.

O crime ocorreu na rua Baronesa do Gravataí, bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, um dia após o primeiro turno das eleições. A ocorrência foi encaminhada para a 1ª Delegacia de Polícia Civil. Orientada pela polícia, a vítima fez exame de lesão corporal. Nesta quarta-feira (10), o delegado Paulo César Jardim informou que o caso já começou a ser investigado. A polícia está buscando câmeras de segurança que possam ter gravado o crime para tentar identificar os agressores. 

Graças a jornalista Ady Ferrer, de Brasília, que foi quem conversou com a vítima e a convenceu à procurar a polícia, o caso ganhou repercussão nas redes sociais. 

“Ela foi agredida, humilhada no meio da rua. E como se não bastasse, dois homens seguraram seus braços, enquanto o terceiro cravava uma suástica na sua costela. Uma suástica…”, escreveu a jornalista em seu Facebook. 

Além da camiseta da campanha contra Bolsonaro, o crime também teria sido motivado por homofobia. A jovem de 19 anos carregava a bandeira LGBTI+ na mochila. Ady Ferrer conta que os agressores proferiram diversas ofensas à jovem atacando sua orientação sexual. 

“Foram ofensas duras demais para retratar em um texto, duras demais para mulheres lésbicas ouvirem e lerem”, escreveu Ady.

A vítima preferiu não se expor e não falar diretamente com a imprensa por medo de sofrer novos ataques. Devido ao susto, ela está tomando calmantes.

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