Bolsonaro é alvo de panelaço em São Paulo, Rio e Brasília

Guilherme Caetano
BRASILIA, BRAZIL - MARCH 17: Brazilian President Jair Bolsonaro speaks with press before meet with supporters amid the COVID-19 outbreak (COVID - 19) at the Palacio do Alvorada March, 17, 2020 in Brasilia, Brazil. Bolsonaro has already done two tests for COVID-19, the first was negative and now awaits the result of the second. The examinations were done after a scare over a trip on which at least one member of his staff came back positive and was in contact with US President Donald Trump. (Photo by Andressa Anholete / Getty Images)

SÃO PAULO — O presidente Jair Bolsonaro foi alvo de protestos em diversos locais da capital paulista, no Rio de Janeiro e em Brasília, na noite desta terça-feira, durante exibição do "Jornal Nacional". Nas redes sociais, pessoas compartilharam vídeos de panelaços e gritos de "Fora, Bolsonaro" em bairros como Consolação, Bela Vista, Pinheiros, Perdizes, Jardins, Vila Madalena e no Centro da cidade.

No Rio, o barulho das panelas e gritos de "fora Bolsonaro" foram ouvidos em Capacabana, Botafogo, Humaítá e Catete.

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As manifestações de panelas ganharam força durante reportagem sobre a pandemia do novo coronavírus, que tem afetado a vida da população nas grandes cidades brasileiras, e continuaram após o término do programa.

O surto da doença deixou a primeira morte no país nesta manhã, e, segundo o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, já existem 8.919 casos suspeitos em território nacional.A edição do JN não teve a aparição de Bolsonaro, mas as recentes declarações do presidente podem ter incitado os protestos. Mais cedo, ele comparou a Itália, onde as mortes em decorrência do Covid-19 ultrapassam as 2,5 mil, a Copacabana e o coronavírus à gravidez.

— Pelo que parece, não tenho certeza, pela última informação que eu tive, que está faltando confirmação. Agora a Itália é uma cidade... é um país parecido com o bairro de Copacabana, onde cada apartamento tem um velhinho ou um casal de velhinhos. Então, são muito mais sensíveis, morre mais gente — declarou o presidente.

Reforçando o que vem defendendo nos últimos dias, Bolsonaro disse que "a gente não pode ter histeria", argumentando que se "ficar todo mundo maluco, as consequências serão as piores possíveis".

— Tem locais em alguns países que já têm saques acontecendo, isso pode vir para o Brasil, pode ter aproveitamento político em cima disso, a gente não quer pensar nisso daí, mas tem que ter calma. Vai passar. Desculpa aqui, é como uma gravidez, um dia vai nascer a criança. E o vírus ia chegar aqui um dia, acabou chegando.

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