'Bolsonaro é covarde', diz Rodrigo Maia nas redes sociais

Bruno Góes
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Marcelo Camargo/Agência Brasil

BRASÍLIA — O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recorreu às redes sociais neste sábado para chamar o presidente Jair Bolsonaro de "covarde". Maia fez o comentário ao replicar uma reportagem da revista "Veja".

O texto diz que "poucas coisas têm tirado tanto a paz de Jair Bolsonaro quanto a cobrança das redes sociais pelo atraso da vacina". E que o presidente passou a culpar seu ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, pelo atraso na vacinação e pela perda de popularidade.

A revista afirma que, em reunião ministerial, "meio brincando, meio à vera", o presidente disse que a Covid-19 "baqueou Pazuello e que ele não dá mais conta de nada".

Nos últimos dias, a crise sanitária provocada pela pandemia virou tema de debate na disputa à presidência da Câmara. Aliado de Maia, o candidato Baleia Rossi (MDB-SP) sugeriu que o Congresso fosse convocado ainda este mês, em meio ao recesso, para votar medidas de enfrentamento ao coronavírus. Já o seu adversário, Arthur Lira (PP-AL), disse que a proposta era “demagogia” para ganhar votos.

Apoiado por Bolsonaro, Lira tem atacado o que chama “centralismo” nas decisões do comando da Câmara. Ele diz que, caso seja eleito, ouvirá todos os parlamentares, sem impor vetos a qualquer agenda de interesse do Congresso.

Na sexta-feira, Bolsonaro criticou Maia, ironizando o apoio que Baleia recebeu do PT.

— O Rodrigo Maia, quando votou pela cassação da Dilma, deu um voto criticando o PT, (dizendo) que perseguiu o pai dele quando era prefeito no Rio. Deu um voto firme, objetivo, apontando que o PT era a maior desgraça do mundo. Hoje, está junto com o PT nas eleições da presidência da Câmara. Pelo poder, água e óleo se misturam. Se bem que ali acho que não é água e óleo, não, são duas coisas muito parecidas — disse Bolsonaro a apoiadores, no Palácio da Alvorada.

Em resposta, Maia disse que o bloco que reúne partidos da direita à esquerda “se une pra condenar o autoritarismo, o fascismo e a incompetência” e que “são muito naturais as críticas e o incômodo de Bolsonaro à nossa união”.