Bolsonaro é escolhido pessoa corrupta do ano por consórcio internacional de jornalistas

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 10.11.2020 - Presidente Jair Bolsonaro durante evento à respeito da retomada do Turismo no país, no Palácio do Planalto, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 10.11.2020 - Presidente Jair Bolsonaro durante evento à respeito da retomada do Turismo no país, no Palácio do Planalto, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi escolhido a pessoa do ano na categoria crime organizado e corrupção da OCCRP (Organized Crime and Corruption Reporting Project's), consórcio internacional de jornalistas investigativos e centros de mídia independentes.

A organização aponta que o presidente do Brasil é "cercado por figuras corruptas, usa propaganda para promover sua agenda populista, minou o Sistema de Justiça e trava uma guerra destrutiva contra a região da Amazônia que enriqueceu alguns dos piores proprietários de terra do país".

O consórcio também destacou as relações da família Bolsonaro, lembrando que os filhos Carlos, vereador, e Flávio, senador, são investigados pela suposta prática de "rachadinha".

Flávio Bolsonaro também é lembrado por ter contratado parentes de milicianos envolvidos no assassinado da vereadora Marielle Franco.

"A família de Bolsonaro e seu círculo íntimo parecem estar envolvidos em uma conspiração criminosa em andamento e têm sido regularmente acusados de roubar do povo" afirmou Drew Sullivan, editor do OCCRP.

Bolsonaro foi escolhido por um júri de jornalistas investigativos, acadêmicos e ativistas superando por pouco os presidentes dos EUA, Donald Trump, apontado como responsável pelo retrocesso de ações contra a corrupção no país ao favorecer líderes e bilionários envolvidos em crimes, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que tem minado instituições democráticas turcas.

Outro finalista foi o bilionário ucraniano Ihor Kolomoisky, que, segundo o consórcio, emprestou US$ 5 bilhões de um banco controlado por ele e desapareceu com o dinheiro em paraísos fiscais, gerando perdas de 40% nos depósitos privados do país.

Já foram escolhidos em edições anteriores os presidentes da Rússia, Vladimir Putin; do Azerbaijão, Ilham Aliyev; e das Filipinas, Rodrigo Duterte.