Bolsonaro aciona STF contra Lula e Gleisi por 'crimes contra a honra'

O presidente Jair Bolsonaro (PL) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Gleisi Hoffmann e Lula sob a alegação de
O presidente Jair Bolsonaro (PL) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Gleisi Hoffmann e Lula sob a alegação de "crimes contra a honra". Foto: REUTERS / Ricardo Moraes.
  • Bolsonaro (PL) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra Gleisi Hoffmann e Lula sob alegação de "crimes contra a honra";

  • O pedido cita "falas ofensivas à honra do presidente e imputação de fatos definidos como crime";

  • Documento diz que petistas teriam usado comícios e propaganda eleitoral para "macular a honra" e ofender a reputação do presidente.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (25), para pedir a instauração de uma ação penal contra a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, sob a alegação de que os dois teriam cometido crimes contra sua honra.

De acordo com a representação, os petistas teriam imputado ao ex-capitão fatos ofensivos e difamação durante propagandas eleitorais oficiais e comícios.

O pedido, encaminhado pelo Ministério da Justiça para a ministra e presidente do STF Rosa Weber, está assinado pelo delegado da Polícia Federal (PF) Márcio Nunes de Oliveira. O ministro Nunes Marques foi escolhido como relator da ação.

“A representada também teria imputado ao representante a prática de fatos definidos como crime, além de ter difamado e injuriado Jair Bolsonaro em diversas oportunidades. Assim agindo, os representados teriam, conforme a representação, praticado os crimes previstos nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal”, diz a representação.

Primeira viagem oficial desde o fim das eleições

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou da formatura de cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), no município de Resende, no Rio de Janeiro, neste sábado (26). Na ocasião, o chefe do Executivo não discursou e não se comunicou com a imprensa.

A ida do chefe do Executivo para o evento foi sua primeira viagem oficial desde a derrota nas urnas para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no final de outubro.