Bolsonaro acusa Barroso e Moraes de defenderem Lula presidente

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Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto
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  • Luís Roberto Barroso
    Jurista, professor e magistrado brasileiro, ministro do STF e presidente do TSE

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - Sem quaisquer provas, o presidente Jair Bolsonaro acusou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes de tomarem "medidas arbitrárias" e de quererem eleger o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro.

Barroso atualmente preside o TSE e Moraes --que comandará a corte durante o pleito de outubro-- é o responsável por conduzir no STF investigações sensíveis contra Bolsonaro e seus aliados.

Em entrevista ao site Gazeta Brasil nesta quarta, Bolsonaro criticou duramente os dois ministros. Citou o fato de Moraes ter dito, durante julgamento ano passado sobre a chapa encabeçada por Bolsonaro na eleição de 2018, no TSE, que houve fake news nas eleições passadas e alertado que, se isso ocorrer novamente em 2022, vai cassar a chapa e prender o candidato.

Atacou Barroso também por ter, entre outras acusações, defendido quando advogado o italiano Cesare Battisti e também conduzido no TSE o julgamento que cassou por divulgação de notícia falsa o mandato do deputado estadual bolsonarista pelo Paraná Fernando Francischini (PSL), que apontou suposta falha na urna eletrônica no cômputo de votos para Bolsonaro nas eleições passadas.

"Quem esses dois pensam que são? Que vão tomar medidas drásticas dessa forma, ameaçando, cassando liberdades democráticas nossas, da liberdade de expressão? Por que eles não querem assim, porque têm um candidato? Os dois, nós sabemos, são defensores do Lula, querem o Lula presidente", disse Bolsonaro.

Procurada, a assessoria de imprensa do STF afirmou que Barroso e Moraes não vão comentar a fala de Bolsonaro.

O presidente afirmou também que os dois ministros têm atuado fora das quatro linhas da Constituição e disse que vencer a eleição "na mão grande" não pode prosperar.

Nos últimos dias, após uma trégua de meses, Bolsonaro voltou à carga em ataques aos dois ministros e também ao Supremo. Na entrevista ao site, ele voltou a afirmar que o STF toma decisões majoritariamente contra os interesses de seu governo.

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