Bolsonaro afirma que ‘vamos ter problemas’ caso voto impresso não seja implementado para 2022

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Brazilian President Jair Bolsonaro gestures during the launching ceremony of a new registry of professional fishermen, at Planalto Palace in Brasilia on June 29, 2021. - The Brazilian government announced the suspension of the contract to purchase 20 million doses of the Indian-made vaccine Covaxin. Covaxin's contract became the target of the COVID-19's Parliamentary Inquiry Committee in the Senate and the Federal Public Ministry after a health ministry's server denounced
Foto: EVARISTO SA / AFP
  • Declaração foi dada antes uma missa na manhã desta quinta

  • Partidos já se movimentam para barrar PEC

  • Presidente ainda se referiu a ministros do STF que estariam atuando contra a impressão do voto

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez declarações sobre as eleições de 2022 na manhã desta quinta-feira (01), antes de participar de uma missa com familiares e parlamentares, incluindo a deputada Bia Kicis (PSL-DF), autora da PEC do Voto Impresso. O chefe do Executivo declarou que, se o voto impresso não for adotado, "vamos ter problemas no ano que vem".

Sem citar nomes, Bolsonaro falou da ação de “três ministros” do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, formam uma “articulação” para impedir a adoção do voto impresso. Ele afirma que caso o voto não seja impresso para as eleições de 2022, "eles [os ministros] vão ter que apresentar uma maneira de ter eleições limpas".

"Dinheiro tem, já está arranjado dinheiro para as eleições, para comprar impressoras", garantiu Bolsonaro. As declarações vêm em um momento de fragilidade em seu governo, quando a CPI da Covid apura denúncias de corrupção e um dia após um grupo protocolar um “superpedido” de impeachment.

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Presidentes de 11 partidos se reuniram no último fim de semana para fechar um posicionamento conjunto contra o voto impresso para o pleito de 2022. Entre os líderes partidários que querem derrubar o debate na Câmara, estava a base do governo Bolsonaro no Congresso. No total, estes onze partidos representam 326 dos 513 deputados da Câmara, o que é suficiente para derrubar a PEC em uma possível votação.

Dentro do STF, os ministros Luís Roberto Barroso, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes atuaram para que partidos renunciassem à ideia do voto impresso. Moraes substituíra Barroso no TSE a tempo das eleições do próximo ano.

Além das acusações envolvendo o governo federal, a subida da popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera a corrida presidencial, também afeta o governo Bolsonaro.

No início de junho, a PEC do Voto Impresso tinha votos suficientes para passar pela comissão especial da Câmara, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo. No entanto, enfrentou resistência e agora os partidos devem atuar para que a PEC seja rejeitada ou engavetada.

A missa, que não estava prevista na agenda oficial de Bolsonaro, contou com a presença de parlamentares aliados, incluindo os deputados Evair de Mello (PL-MG), Eros Biondini (PROS-MG), General Peternelli (PSL-SP), Sanderson (PSL-RS), Diego Garcia (Podemos-PR) e General Girão (PSL-RN).

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