Bolsonaro afirmou, sim, que não empregaria mulher com mesmo salário de homem

Débora Melo
Bolsonaro:

Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República, disse no debate da RedeTV!, na noite desta sexta-feira (17), que nunca defendeu que mulheres devem ganhar menos que homens porque engravidam e têm direito à licença-maternidade.

Bolsonaro, no entanto, já admitiu que não pagaria a uma mulher o mesmo salário pago a um homem.

"Eu não empregaria [mulheres e homens] com o mesmo salário. Mas tem muita mulher que é competente", disse Bolsonaro em entrevista à apresentadora Luciana Gimenez, na RedeTV!, em 2016. Assista ao vídeo (a declaração é dada a partir de 21min55s):

O deputado explicava uma entrevista que concedera ao jornal Zero Hora em 2014:

"Entre um homem e uma mulher jovem, o que o empresário pensa? 'Poxa, essa mulher tá com aliança no dedo, daqui a pouco engravida, 6 meses de licença-maternidade...'. Quem que vai pagar a conta? O empregador", disse Bolsonaro ao jornal. "Por isso que o cara paga menos para a mulher! É muito fácil eu, que sou empregado, falar que é injusto, que tem que pagar salário igual", completou.

A Luciana Gimenez, ele explicou que estava expressando o sentimento do empresariado brasileiro. "A mulher, por ter um direito trabalhista a mais, no caso a licença de gestante, o empregador prefere contratar homem. O empregador, não o Jair Bolsonaro", afirmou.

A apresentadora, então, insistiu: "Eu perguntei o que você acha", disse Gimenez. E Bolsonaro respondeu que "não empregaria com o mesmo salário".

Confronto com Marina

Foi Henrique Meirelles, candidato do MDB à Presidência, que questionou Bolsonaro a respeito da declaração polêmica, no terceiro bloco do debate da RedeTV!

"É mentira que defendi que mulheres devem ganhar menos que homens", respondeu o ex-capitão do Exército. E emendou: "Na CLT já está garantido que a mulher deve ganhar igual ao homem, não temos que nos preocupar com isso".

A resposta de Bolsonaro causou reação da candidata da Rede, Marina Silva, única mulher no...

Continue a ler no HuffPost