"Bolsonaro ainda vai pedir perdão para mim", diz deputado ao chegar à CPI de colete à prova de balas

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Brazilian Federal Deputy Luis Miranda walks before a meeting of the Parliamentary Inquiry Committee (CPI) to investigate government actions and management during the coronavirus disease (COVID-19) pandemic, at the Federal Senate in Brasilia, Brazil June 25, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Luis Miranda e o irmão, Luis Ricardo Miranda, depõe à CPI da Covid nesta sexta (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Luis Miranda afirmou que o presidente Jair Bolsonaro vai pedir desculpas a ele

  • Deputado federal chegou à CPI da Covid de colete à prova de balas

  • Segundo Miranda, eles sofreu ameaças nos últimos dias

Na chegada à CPI da Covid no Senado, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de quem era aliado até poucos dias. Segundo o parlamentar, as atitudes de Bolsonaro é incompatível com o de alguém que defende a corrupção. Além disso, Miranda ainda afirmou que, um dia, o presidente vai pedir desculpas. 

"Pra quem diz não defender a corrupção, é muito estranha a atitude dele", disse Miranda antes do início da sessão. "Bolsonaro ainda vai pedir perdão para mim, eu tenho certeza. Ele vai perceber que a equipe dele é muito injusta." 

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Questionado sobre a opção de usar um colete à prova de bala para ir à CPI da Covid, Luis Miranda disse que foi muito ameaçado "depois da insanidade do Onyx [Lorenzoni] de colocar a população" contra ele. Ele relatou ter recebido diversas ameaças. 

Luis Miranda e o irmão dele, Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, revelaram um possível caso de corrupção envolvendo a compra de vacinas Covaxin contra a covid-19. Os irmãos depõem à CPI da Covid como convidados nesta sexta-feira (25). 

Ao entrar na CPI, o deputado federal tirou o colete à prova de balas. 

Pedido de prisão de Onyx Lorenzoni e Elcio Franco 

Na última quinta-feira (24), o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) apresentou um ofício à CPI da Covid para pedir que a comissão determine as prisão de Onyx Lorenzoni, ministro da Secretaria Geral da Presidência, e de Elcio Franco, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde.

No documento, Miranda justifica que foi ameaçado por eles. “Ontem, no dia 23 de junho de 2021, fui vítima, juntamente com meu irmão, de ameaças proferidas por ministro de Estado – o Sr. Onyx Dornelles Lorenzoni e o Sr. Antônio Elcio Franco Filho – que contaram com o apoio de todo o aparato estatal da Presidência da República, a saber, convocaram a imprensa para uma coletiva na sede maior do Poder Executivo Federal – Palácio do Planalto e prometeram utilizar todos os órgãos que supõem estar ao seu alcance para prejudicar a mim e meu irmão Luis Ricardo”, escreveu na justificativa.

Segundo Miranda, “há ameaças claras desprendidas contra mim e meu irmão em público, ou melhor, com repercussão nacionais e internacional, proferidas por um ministro ladeado por um investigado dessa CPI”.

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