Bolsonaro anuncia Marcelo Queiroga como novo ministro da Saúde

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(Arquivo) O presidente Jair Bolsonaro mudou novamente de ministro da Saúde

O presidente Jair Bolsonaro, anunciou nesta segunda-feira(15) que nomeará o cardiologista Marcelo Queiroga como ministro da Saúde, o quarto a ocupar o cargo, em um momento em que o sistema sanitária do país está à beira do colapso devido à pandemia do coronavírus, que já deixou quase 280.000 mortos.

"Foi decidido agora à tarde nomear o médico Marcelo Queiroga para o Ministério da Saúde", disse Bolsonaro em breve encontro com seus apoiadores no palácio presidencial da Alvorada. O processo de transição "levará cerca de duas semanas", acrescentou.

Bolsonaro fez o anúncio após reunião com Queiroga e horas depois que o atual ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, admitiu em entrevista coletiva que o presidente buscava substituí-lo para reorganizar a pasta.

"A conversa [com Queiroga] foi excelente", acrescentou Bolsonaro.

“Ele tem tudo, no meu entender, para fazer um bom trabalho, dando prosseguimento em tudo o que o Pazuello fez até hoje", acrescentou o presidente.

A nomeação de Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), ocorre em um momento em que o governo Bolsonaro é alvo de duras críticas pela gestão caótica da crise sanitária e por sua negação diante da gravidade da pandemia.

“O trabalho do Pazuello foi bem feito, a gestão foi muito bem feita por ele e a partir de agora vamos para uma parte mais agressiva no tocante ao combate ao vírus", declarou.

Antes de deixar o cargo, Pazuello anunciou que o governo comprou 100 milhões de doses da vacina da Pfizer-BioNTech, que devem ser entregues até setembro, e que no segundo semestre chegarão cerca de 38 milhões de doses da vacina Janssen, de aplicação única, da empresa farmacêutica americana Johnson & Johnson.

A concretização da compra é vital para acelerar a campanha de vacinação no Brasil, que enfrenta um aumento no número de mortes e infecções desde fevereiro, o que levou hospitais de mais da metade dos 26 estados mais o Distrito Federal à beira do colapso e obrigou os governadores a decretar novas restrições de mobilidade.

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