Bolsonaro apela para mercados terem “menor lucro possível” com cestas básicas

Bolsonaro também pediu a ajuda e colaboração de empresários (Jim WATSON / AFP) (Photo by JIM WATSON/AFP via Getty Images)
Bolsonaro também pediu a ajuda e colaboração de empresários

(Jim WATSON / AFP) (Photo by JIM WATSON/AFP via Getty Images)

  • Bolsonaro pede aos supermercados que tenham "o menor lucro possível" com cestas básicas;

  • Conjunto de alimentos está custando apenas R$ 3 a menos que o salário mínimo;

  • Presidente ainda falou sobre redução do ICMS e guerra na Ucrânia.

O presidente Jair Bolsonaro fez um apelo, nesta quinta-feira (9), aos supermercados espalhados pelo país para que tenham o “menor lucro possível” com a venda de cestas básicas.

Em evento virtual da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), ele pediu a empresários que "baixem 1% que seja" para ajudar o governo e o País. Não ficou claro, contudo, se a redução é referente à margem de preços ou de lucros.

"Nós devemos, em momentos difíceis como esses, entendo, todos nós colaborarmos. Então, o apelo que eu faço aos senhores, para toda a cadeia produtiva, para que os produtos da cesta básica, cada um obtenha o menor lucro possível para a gente poder dar uma satisfação a uma parte considerável da população", declarou. "Com todo respeito, se todos que estão ouvindo, se cada um baixar 1% que seja, ajuda bastante a gente. Ficaria eternamente grato a todos vocês".

Previsões

Na ocasião, o chefe do Executivo mencionou a proposta de redução do ICMS sobre combustíveis e confessou que discorda “um pouco” do ministro da Economia, Paulo Guedes. Em contrapartida, comentou que, apesar da pressão feita pelos governadores para ajustar o texto, eles “vão colaborar tendo um teto para o ICMS".

Bolsonaro também opinou que a guerra na Ucrânia chegará ao fim em breve e que seu governo se relacionará “com o mundo todo”, sem "priorizar países com ideologias diferentes". As informações são do portal O Dia.

Cesta básica nas alturas

Não é sem motivos que o presidente fez um apelo para a redução nos preços da cesta básica. Em abril, o conjunto de alimentos passou a custar R$ 1.209,71, uma diferença de menos de R$ 3 em relação ao salário mínimo, atualmente em R$ 1.212.

As informações foram confirmadas por uma pesquisa mensal realizada pelo Procon-SP, em parceria com o Dieese. O valor, apurado no dia 29 de abril, corresponde a um aumento de 6,38% em relação aos R$ 1.137,20 observados em 31 de março.

Em comparação com abril de 2021, o preço em abril deste ano subiu 17,39%. O aumento acumulado em 2022 é de 11,19%.

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