Bolsonaro ataca Fachin e Moraes após derrota no STF e volta a ameaçar não cumprir decisões

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 24.05.2022 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante cerimônia de sanção do projeto de lei Henry Borel, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 24.05.2022 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante cerimônia de sanção do projeto de lei Henry Borel, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a atacar nesta terça (7) os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, do STF, e disse não ser mais do tempo em que decisão do Supremo se cumpre.

A declaração ocorreu em evento no Palácio do Planalto, minutos após a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidir, por 3 a 2, retomar a cassação do deputado estadual bolsonarista Fernando Francischini (União Brasil-PR).

"Enquanto aqui a gente está num evento voltado para a fraternidade, amor, compaixão, do outro lado da Praça dos Três Poderes, o STF, por 3 a 2, condena um deputado por espalhar fake news. Ele não espalhou fake news. O que ele falou na live eu falei também. Isso [suspeitas de fraudes nas eleições de 2018] é uma verdade, e esse deputado cassado foi cassado", afirmou.

No discurso, Bolsonaro chamou Fachin de "marxista-leninista" e disse que quem ganha as eleições no Brasil é "quem é amigo dos ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)".

"Nessa questão [do deputado Francischini], julgada por 3 a 2, o Alexandre de Moraes falou que tendo jurisprudência, podemos prender candidatos que duvidem do sistema eleitoral. Onde não há debate, há ditadura", disse Bolsonaro.

Ao citar que Moraes assumirá a presidência do TSE, ele disse: "O que podemos pensar? O que eles querem? Querem uma ruptura? Por que atacam a democracia o tempo todo?"

O presidente também voltou a dizer que pode descumprir decisões judiciais, em referência ao julgamento do marco temporal, no STF.

"O que eu faço se aprovar o marco temporal? Tenho duas opções: entrego a chave para o ministro do Supremo ou digo 'Não vou cumprir'. Eu fui do tempo em que decisão do Supremo não se discute, se cumpre. Eu fui desse tempo. Não sou mais. Certas medidas saltam aos olhos dos leigos. É inacreditável o que fazem. Querem prejudicar a mim e prejudicam o Brasil", disse o presidente.

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