Bolsonaro atacou Chile em encontro com empresários

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os ataques de Jair Bolsonaro (PL) ao governo do Chile não se limitaram ao debate de domingo (28) na TV Bandeirantes. O presidente vem repetindo a conversa também em encontros reservados e dizendo que o Brasil não pode seguir pelo mesmo caminho.

Na semana passada, em São Paulo, ele falou a um grupo de empresários que eles deveriam ajudá-lo a vencer as eleições presidenciais e a fazer de tudo para não deixar o país seguir o rumo do Chile, que elegeu um presidente de esquerda, Gabriel Boric, e estaria passando por problemas graves por causa disso.

"O Brasil não pode entrar no trenzinho de Cuba, Venezuela, Argentina, Chile e Colômbia. O Brasil não pode entrar nesse trenzinho. Se entrar, acabou. Todos vão sofrer", afirmou.

Bolsonaro afirmou ainda que não seria necessário mais comparar o Brasil com Cuba ou Venezuela, mas sim com a Argentina, que enfrenta uma explosão inflacionária. E voltou a falar do país de Boric: "Olha o que está acontecendo agora com o país mais ajustado da economia na América do Sul, o nosso Chile".

Nesta segunda (29), o Chile convocou para consultas o embaixador do Brasil em Santiago, Paulo Roberto Soares Pacheco, em protesto por declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra seu homólogo chileno Gabriel Boric.

No debate na noite deste domingo (28), organizado por Folha de S.Paulo, UOL e TVs Bandeirantes e Cultura, o atual presidente acusou Boric de "queimar metrôs" em protestos.