Bolsonaro atualiza redes, mas esconde ser ex-presidente do Brasil

Antigo mandatário optou pelo uso de outro termo

Jair Bolsonaro demorou para reconhecer derrota nas urnas e, nas redes, esconde ser ex-presidente do Brasil. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Jair Bolsonaro demorou para reconhecer derrota nas urnas e, nas redes, esconde ser ex-presidente do Brasil. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Bolsonaro atualiza redes sociais que, até então, o descreviam como 'presidente do Brasil';

  • O ex-mandatário, no entanto, fugiu do termo 'ex-presidente';

  • No lugar, optou por “38º Presidente da República Federativa do Brasil”.

Quase duas semanas após a posse de Lula (PT), Jair Bolsonaro (PL) atualizou suas redes sociais que, até então, o descreviam como o presidente do Brasil. Entretanto, a nova biografia foge do termo ‘ex-presidente’.

Na definição, o antigo mandatário optou por “38º Presidente da República Federativa do Brasil”. A mudança foi feita no Twitter, Instagram, Facebook e TikTok.

Desde que perdeu as eleições, em 30 de outubro do ano passado, Bolsonaro passou a usar bem menos as redes sociais. Enquanto costumava fazer uma média de 16 posts por dia antes do 2º turno, dez dias após a derrota a média caiu para menos de 1 post por dia.

Atualmente, as publicações do ex-presidente focam em atos atribuídos a sua gestão. Ele também divulgou: Mensagens condenando os atos terroristas no Distrito Federal e se afastando de qualquer responsabilidade, um vídeo com uma fake news sobre o resultado da eleição – posteriormente apagado – e um texto sobre sua internação em um hospital nos Estados Unidos.

Bolsonaro foi o presidente que mais demorou para reconhecer a derrota em uma eleição. Ele se pronunciou somente no dia 1º de novembro e não cumprimentou o adversário pela vitória nas urnas. Na época, o discursou durou cerca de dois minutos.

Dois dias antes do final de seu mandato, o então presidente fez uma live de despedida dizendo que o “mundo não iria acabar a partir de 1º de janeiro”, em alusão à posse de Lula. “Não tem tudo ou nada. Inteligência. Vamos mostrar que somos diferentes do outro lado”, disse na ocasião.

O ex-mandatário continua nos Estados Unidos, mas sua volta para o Brasil tem sido defendida depois dos atos terroristas de 8 de janeiro que culminaram na depredação das sedes dos Três Poderes.

Como se organizaram os atos terroristas em Brasília? A linha do tempo interativa abaixo te mostra, clique e explore:

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