Bolsonaro barra veículos de imprensa de reunião com embaixadores

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  24-05-2022, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro, ao lado de parlamentares da bancada feminina da câmara, durante cerimônia de sanção do projeto de Lei Henry Borel, de proteção das crianças e adolescentes contra violência. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 24-05-2022, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro, ao lado de parlamentares da bancada feminina da câmara, durante cerimônia de sanção do projeto de Lei Henry Borel, de proteção das crianças e adolescentes contra violência. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Secretaria de Comunicação do presidente Jair Bolsonaro (PL) condicionou nesta segunda-feira (18) a participação da imprensa na reunião com embaixadores à promessa de transmissão ao vivo do evento.

O chefe do Executivo chamou representantes estrangeiros para uma alegada "apresentação técnica" sobre o sistema eletrônico de votação do país. O mandatário deve repetir as mentiras que propaga sobre as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral.

A lista de convidados não foi divulgada oficialmente pelo governo, mas Bolsonaro falou no domingo que cerca de 40 embaixadores participariam da reunião. O encontro também não consta na agenda do mandatário. A reunião acontece nesta tarde no Palácio da Alvorada.

Integrantes do governo informaram aos jornalistas que só seriam autorizados a entrar no local os veículos de imprensa que fossem transmitir ao vivo o encontro, na íntegra.

O convite de Bolsonaro aos embaixadores faz parte da ofensiva do governo contra o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), responsável por coordenar a realização do pleito. Jornalistas não foram informados ainda se haverá entrevista coletiva ou pronunciamento ao final.

O presidente tem feito ataques aos ministros da corte e costuma insinuar que a intenção dos magistrados é fraudar as eleições para dar a vitória ao ex-presidente Lula (PT).

Ele já disse que a disputa de 2018 foi fraudada e que ele deveria ter vencido as eleições no primeiro turno, não no segundo, como ocorreu.

Bolsonaro nunca apresentou provas ou indícios sobre as urnas, mas repete o discurso golpista como uma forma de esconder os problemas de seu governo, a alta reprovação e as recentes pesquisas que o colocam distante do líder, o ex-presidente Lula (PT).

Por meio de uma profusão de mentiras, Bolsonaro vem fomentando a descrença no sistema de votação. Ao invés de ser contido por aliados, o mandatário tem contado com o respaldo de militares, membros do alto escalão do governo e seu partido em sua cruzada contra a Justiça Eleitoral.

As Forças Armadas têm repetido o discurso de Bolsonaro. Em ofício recente, solicitaram ao TSE todos os arquivos das eleições de 2014 e 2018, justamente os anos que fazem parte da retórica de fraude do presidente.

No Brasil, nunca houve registro de fraude nas urnas eletrônicas, em uso desde 1996.

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