Bolsonaro caminha pelo quarto e não tem infecção, diz boletim médico

GUILHERME SETO
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em recuperação de facada recebida na quinta-feira (6), o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) caminhou por cinco minutos por seu quarto, auxiliado por fisioterapeuta, enfermeira e médico neste sábado (8), além de ter ficado sentado por 30 minutos. Ele está internado no hospital Albert Einstein, no Morumbi, em São Paulo.

Divulgado no final da tarde deste sábado, o boletim diz que a caminhada, que deve ter duração cada vez maior com a evolução do quadro, é importante para evitar riscos de trombose e de complicações pulmonares e acelerar a recuperação do funcionamento do intestino, área bastante afetada pelo ataque.

O boletim ainda informa que Bolsonaro não apresenta sinais de infecção.

Boletim divulgado pela manhã falava que o presidenciável tinha boa evolução e situação estável.

Aliado de Bolsonaro, o senador Magno Malta (PR-ES), que o visitou pela manhã, disse que a principal imagem a ser explorada na campanha a partir de agora será a facada.

"É a ultima imagem que temos dele e completamente avessa a tudo que ele fala. Se ele defendesse a violência os seguidores dele teriam acabado com o sujeito ali. Vamos usar essa imagem", disse o senador.

O autor do atentado contra o candidato a presidente, Adelio Bispo de Oliveira, 40, foi transferido no início da manhã para o presídio federal de Campo Grande (MS).

Oliveira passou a noite de sexta para sábado prestando um último depoimento a policiais federais e civis em Juiz de Fora antes de ser transferido.

Investigadores aproveitaram a oportunidade para fazer novos questionamentos ao agressor. Oliveira foi preso em flagrante e havia dado basicamente um longo depoimento ao longo das horas seguintes ao crime.

O agressor passou uma noite em uma cadeia estadual de Juiz de Fora. Na sexta, ele teve prisão preventiva confirmada pela Justiça Federal, após audiência de custódia em que ficou definido o seu envio a um presídio federal.

Oliveira foi indiciado com base na Lei de Segurança Nacional por atentar contra pessoa pública por razão política.