Nas redes, Secom avisa que fará campanha para rebater Macron

Redação Notícias
El presidente de Brasil Jair Bolsonaro habla durante la apertura del Congreso Brasileño sobre Acero, en Brasilia, Brasil, el miércoles 21 de agosto del 2019. (AP Foto/Eraldo Peres)
Equipe de comunicação de Bolsonaro afirmou que irá executar uma campanha em inglês contra as falas do francês. (Foto: AP Foto/Eraldo Peres)

O secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, Fábio Wajngarten, afirmou em uma rede social que o governo fará uma campanha publicitária em inglês para rebater o presidente da França, Emmanuel Macron.

O francês usou uma foto antiga para criticar as queimadas na Amazônia. Wajngarten fez uma postagem chamando o episódio de “absurdo”. “Ou o presidente da França está agindo de má fé ou é um irresponsável”, escreveu.

Leia também

Um dos internautas sugeriu então que o governo lançasse uma campanha em inglês para responder ao que chamou de “ataque coordenado”.

Wajngarten disse então que fará a campanha. Antes mesmo deste episódio, o secretário avaliava o lançamento de uma campanha para melhorar a reputação do Brasil na Europa.

A secretaria de Comunicação é responsável pela publicidade oficial.

RUSGAS

Na noite desta quinta-feira (22), Bolsonaro rebateu em seu Twitter pessoal as declarações de Macron, que afirmou que os incêndios na Amazônia configuram uma “crise internacional".

Ele lamentou as falas do presidente francês e o acusou de “instrumentalizar” a questão dos incêndios e até de utilizar fotos falsas para tratar da questão.

“Lamento que o presidente Macron busque instrumentalizar uma questão interna do Brasil e de outros países amazônicos para ganhos políticos pessoais. O tom sensacionalista com que se refere à Amazônia (apelando até para fotos falsas) não contribui em nada para a solução do problema", escreveu o presidente brasileiro.

Macron ainda sugeriu que a questão ambiental na Amazônia seja tema da cúpula do G7, encontro previsto para acontecer neste final de semana em Biarritz, no sudoeste da França. Os participantes do encontro serão: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

A sugestão do francês não agradou em nada Bolsonaro. "O Governo brasileiro segue aberto ao diálogo, com base em dados objetivos e no respeito mútuo. A sugestão do presidente francês, de que assuntos amazônicos sejam discutidos no G7 sem a participação dos países da região, evoca mentalidade colonialista descabida no século XXI”, disparou o mandatário brasileiro.

Futuro embaixador?

Cotado para ser o próximo embaixador brasileiro nos EUA, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também usou suas redes sociais para criticar Macron. O filho de Bolsonaro compartilhou um vídeo cujo título é “Macron é o idiota", estrelado por um youtuber conhecido por apoiar o atual governo brasileiro e publicado em dezembro de 2018.