Bolsonaro chama assassinato de petista em Foz do Iguaçu de "briga entre duas pessoas"

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Presidente Jair Bolsonaro
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Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - Em conversa com apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro minimizou o assassinato de um petista por um de seus apoiadores, neste final de semana, que afirmou ter sido "uma briga entre duas pessoas".

"Vocês viram o que aconteceu ontem, briga de duas pessoas, lá em Foz do Iguaçu, 'bolsonarista', não sei que lá. Agora, ninguém fala que o Adélio é filiado ao PSOL", disse o presidente no Palácio da Alvorada, durante conversa com apoiadores transmitida em suas redes sociais.

Adélio Bispo, autor da facada em Bolsonaro durante a eleição de 2018, foi filiado ao PSOL em 2014, mas já não era mais integrante do partido na época em que cometeu o crime. Bispo foi considerado pela Justiça como portador de problemas mentais e uma investigação da Polícia Federal não apontou motivação política para o crime.

Mais tarde, em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto, Bolsonaro disse que não tem qualquer relação com o episódio de violência em Foz do Iguaçu.

"O que eu tenho a ver com esse episódio de Foz do Iguaçu? Nada. Nós somos contra qualquer ato de violência, e eu já sofri um na pele. A gente espera que não acontece. Está polarizada a questão. O histórico de violência não é do meu lado, é do lado de lá. Querem me criminalizar o tempo todo, é o tempo todo como se eu fosse responsável por ódio no Brasil", afirmou.

Na noite de domingo, Bolsonaro divulgou em suas redes sociais uma primeira manifestação sobre o ataque em Foz do Iguaçu. Repetiu publicação publicada em 2018, quando um petista foi morto em Salvador por outro de seus apoiadores, em que dizia não querer apoio de pessoas que cometiam violência, ao mesmo tempo em que acusava a esquerda de ser responsável pelas mortes.

Bolsonaro faz frequentemente ataques à esquerda e ao PT e, durante evento de campanha no Acre em 2018, defendeu "metralhar a petralhada" no Estado. Ele também ofende com frequência adversários políticos e, na conversa com apoiadores, referiu-se a eles como "esquerdalha podre".

No sábado à noite, o policial penal Jorge Guaranho invadiu a festa de aniversário do guarda municipal Marcelo Arruda --que tinha como tema o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva-- gritando "aqui é Bolsonaro", "mito", e deu dois tiros em Arruda, que era militante do PT em Foz do Iguaçu (PR). Antes de morrer, o petista conseguiu revidar também com tiros, atingindo Guaranho, que está internado em um hospital da cidade em consequência dos disparos.

Na conversa com apoiadores, Bolsonaro voltou ainda a atacar o Supremo Tribunal Federal, o Tribunal Superior Eleitoral e as urnas eletrônicas, e disse que o "inimigo" está na Praça dos Três Poderes.

"O mais difícil é que o inimigo não é externo, está aqui dentro, ali naquele local chamado Praça dos Três Poderes", disse, seguido de ataques pessoais ao ministro Edson Fachin, atual presidente do TSE, e aos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes --ex e futuro presidentes do órgão, respectivamente.

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