Bolsonaro chega ao Amapá sob protestos por apagão

Colaboradores Yahoo Notícias
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O presidente Jair Bolsonaro ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em visita a subestação de energia no Amapá
O presidente Jair Bolsonaro ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em visita a subestação de energia no Amapá

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) viajou ao Amapá, há três semanas sem luz, no último sábado (21). Desde o dia 3, quando ocorreu um incêndio em uma subestação de energia, os moradores de 13 dos 16 municípios do estado passam por um apagão ainda não solucionado completamente.

Em imagens publicadas nas redes sociais, o presidente foi xingado por amapaenses insatisfeitos com o blecaute e a demora na ação do governo federal para restabelecer a eletricidade no estado.

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Sob gritos de “Fora, Bolsonaro” e “miliciano”, o presidente foi recepcionado por moradores de Macapá sem luz há 19 dias. Os protestos se estenderam ao governador do estado, Waldez Góes (PDT) e ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que convidou o chefe do Executivo a vicitar o estado.

Segundo o portal G1, o presidente também foi recebido por apoiadores, que responderam aos protestos com gritos de “mito”.

A pedido do governo, a Justiça suspendeu o pagamento de mais duas parcelas do auxílio emergencial de R$ 600 aos moradores do Amapá. A Advocacia-Geral da União (AGU) justificou que iria “onerar em demasia os cofres públicos, na medida em que ensejará um custo estimado superior a R$ 418 milhões, sem que haja, no presente momento, previsão orçamentária específica”.

A AGU disse ainda que a medida determinada pela Justiça do Amapá viola a separação funcional entre os poderes por invadir esfera de organização administrativa de um adequado planejamento orçamentário-financeiro na assistência social.