Bolsonaro chora, mas diz a apoiadores que 'mundo não vai acabar em 1° de janeiro'

Bolsonaro chora em live às vésperas do fim de seu governo - Foto: Reprodução
Bolsonaro chora em live às vésperas do fim de seu governo - Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira (30) durante uma transmissão ao vivo, que o “mundo não vai acabar a partir de 1º de janeiro”, se referindo ao encerramento de seu mandato e a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O atual chefe do Executivo foi derrotado nas eleições presidenciais de outubro e desde então fez poucas aparições públicas e na da manhã desta sexta ele citou não ir ‘para o tudo ou nada’ após a posse de Lula.

“Não vamos achar que o mundo vai acabar dia 1º de janeiro e vamos para o tudo ou nada. Não tem tudo ou nada. Inteligência. Vamos mostrar que somos diferentes do outro lado”, afirmou Bolsonaro.

Ainda durante a live, o atual presidente disse que o governo de Lula já começa “capenga”, mas que não irá “jogar a toalha” e “deixar de criticar” a nova gestão.

“O quadro que está na frente agora, a partir de 1º de janeiro, não é bom. Não é por isso que nós vamos jogar a toalha, deixar de fazer oposição, deixar de criticar, deixar de conversar com os seus vizinhos, agora com muito mais propriedade, com muito mais conhecimento”, disse Bolsonaro durante sua live de despedida.

Nesta sexta-feira, o Diário Oficial da União (DOU), publicou uma portaria autorizando para que assessores acompanhem Bolsonaro em uma viagem para Miami entre 1º e 30 de janeiro. Diante disso, o atual presidente não passará a faixa presidencial para Lula, na cerimônia de posse.

Pelo documento, quatro nomes devem acompanhar Bolsonaro na viagem durante janeiro, cada assessor em um período diferente do mês.

Devem ir para o Estados Unidos, Max Guilherme Machado de Moura, que é subtenente da PM do Rio de Janeiro e uma das pessoas mais próximas do mandatário. Sérgio Cordeiro, que foi na casa dele que Bolsonaro fez suas lives durante as eleições após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) proibir o presidente de usar seu imóvel funcional para fazer as transmissões. Completam a lista Osmar Crivelatti e Ricardo Dias.