Bolsonaro cita Adélio ao criticar associação de assassino de petista ao seu governo

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Brazil's President Jair Bolsonaro arrives ti attend a photographic exhibition on rare diseases, at the Planalto Presidential Palace, in Brasilia, Brazil, Thursday, July 7, 2022. (AP Photo/Eraldo Peres)
Brazil's President Jair Bolsonaro arrives ti attend a photographic exhibition on rare diseases, at the Planalto Presidential Palace, in Brasilia, Brazil, Thursday, July 7, 2022. (AP Photo/Eraldo Peres)

Jair Bolsonaro citou na manhã desta segunda-feira (11), Adélio Bispo, autor do atentado a faca contra o então candidato à Presidência em 2018, para tentar fazer críticas sobre a associação de que o homem que matou a tiros Marcelo Arruda, um tesoureiro do PT, neste domingo (10), em Foz do Iguaçu, era seu apoiador.

Bolsonaro em conversa com apoiadores no cercadinho do Palácio da Alvorada, em Brasília, usou o atentado para minimizar o assassinato que descreveu como sendo "a briga de duas pessoas lá em Foz do Iguaçu".

"Vocês viram o que aconteceu ontem, né, a briga de duas pessoas lá em Foz do Iguaçu? Bolsonarista, não sei o que lá... Agora, ninguém fala que o Adélio era filiado ao PSOL, né?", disse o presidente.

No domingo (10), Bolsonaro já havia usado as redes sociais para comentar o crime e disse que dispensava apoio de quem pratica violência e que é a esquerda que é violenta.

"Dispensamos qualquer tipo de apoio de quem pratica violência contra opositores. A esse tipo de gente, peço que por coerência mude de lado e apoie a esquerda, que acumula um histórico inegável de episódios violentos", escreveu ele na rede social.

O presidente também disse que "é o lado de lá [esquerda] que dá facada, cospe, destrói patrimônio, solta rojão em cinegrafista, protege terroristas internacionais, que desumaniza pessoas com rótulos e pede fogo nelas".

Apesar da citação de Bolsonaro sobre o atentado, a Polícia Federal concluiu que Adélio não tinha vínculo com o PSOL na ocasião da autoria do crime e agiu sozinho, sem motivação política. Ele foi filiado ao partido entre 2007 e 2014.

A PF instaurou dois inquéritos para investigar o episódio do atentado a faca, sendo o último encerrado em 2020. Adélio foi declarado inimputável por ter doença mental e cumpre medida de segurança por tempo indeterminado no presídio federal de Campo Grande (MS).

Já no caso do agente penitenciário Jorge José da Rocha Guaranho, bolsonarista assumido, invadiu a festa de aniversário do guarda municipal Marcelo Arruda, militante do PT, e o assassinou a tiros. A vítima, que também estava armada, conseguiu reagir e alvejar o agressor. Ele sobreviveu e está hospitalizado em estado grave.

Arruda comemorava seu aniversário de 50 anos com uma festa temática do PT e com foto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o boletim de ocorrência, o policial penal federal Jorge Guaranho, gritou “aqui é Bolsonaro” antes de efetuar os disparos contra o tesoureiro do PT.

A Polícia Civil paranaense indica que, de fato, o crime foi cometido por motivação política.

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