Bolsonaro cita "Vaza Jato" para insinuar que acolheu Moro e ex-ministro responde

Redação Notícias
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Brazilian President Jair Bolsonaro (R) and his Minister of Justice and Public Security Sergio Moro shake hands during the launching ceremony of the Front Brazil Project, which aims at reducing the rates of violence in cities, at Planalto Palace in Brasilia, on August 29, 2019. (Photo by EVARISTO SA / AFP)        (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Bolsonaro postou uma foto abraçando Sergio Moro para sinalizar que lhe deu apoio durante a Vaza Jato. (Foto: Evaristo Sá / AFP via Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a se pronunciar sobre o ex-ministro Sergio Moro um dia após seu pedido de demissão. A citação de Bolsonaro teve resposta de Moro minutos depois.

No Twitter, o chefe do Executivo publicou uma foto abraçando o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e citou a série de reportagens apelidada de "Vaza Jato", que expôs a interferência do então juiz nas ações do MPF (Ministério Público Federal) durante a Operação Lava Jato.

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"A Vaza Jato começou [em] junho [de] 2019. Foram vazamentos sistemáticos de conversas de Sergio Moro com membros do MPF. Buscavam anular processos e acabar com a reputação do ex-juiz. Em julho, PT e PDT pediram prisão dele. Em setembro, cobravam o STF [Supremo Tribunal Federal]. Bolsonaro no desfile do dia 7 fez isso", diz a mensagem compartilhada por Bolsonaro, acompanhada de uma foto do presidente abraçando o então ministro.

Uma hora após a postagem ter sido feita, Moro respondeu afirmando que não houve ingratidão de sua parte uma vez que também teria apoiado Bolsonaro durante acusações classificadas por ele como injustas.

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“Sobre reclamação na rede social do Sr. Presidente quanto à suposta ingratidão: também apoiei o PR quando ele foi injustamente atacado. Mas preservar a PF de interferência política é uma questão institucional, de Estado de Direito, e não de relacionamento pessoal”, escreveu Moro.

A SAÍDA DE MORO

Moro deixou o Ministério da Justiça acusando Bolsonaro de querer exonerar o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Maurício Valeixo, para ter acesso às investigações, em clara interferência política. O presidente, horas depois, disse que o ex-ministro condicionou a saída de Valeixo a uma vaga no STF.

À noite, o "Jornal Nacional" exibiu uma troca de mensagens entre Moro e Bolsonaro que, segundo o ex-ministro, seriam a prova de que falava a verdade sobre a tentativa do presidente de interferir na PF.

Na conversa por WhatsApp divulgada pela Globo, o chefe do Executivo enviou ao então ministro uma notícia do site "O Antagonista" intitulada "PF na cola de 10 a 12 deputados bolsonaristas". Em seguida, o presidente escreveu: "Mais um motivo para a troca".